Acelerada pela popularização da inteligência artificial, a discussão sobre reskilling e upskilling voltou ao centro das atenções. O tema foi abordado pela psicóloga e empreendedora Cynthia Lemos, fundadora da Grandy Psicologia Empresarial, em artigo no portal RDNEWS. Ela relembra o impacto do “celular tijolão” dos anos 1990 e da internet discada para ilustrar como mudanças tecnológicas profundas redesenham rotinas pessoais e profissionais.
Segundo Lemos, o atual estágio de inovação acontece em ritmo “infinitamente maior” do que o observado três décadas atrás. Para lidar com essa velocidade, empresas e trabalhadores têm buscado dois caminhos:
• Upskilling — aperfeiçoar competências já utilizadas. O foco é evoluir dentro da área de atuação, incorporando ferramentas de IA, métodos de produtividade e, simultaneamente, desenvolvendo inteligência emocional para lidar com inseguranças e pressões típicas de cenários de mudança.
• Reskilling — adquirir habilidades totalmente novas para ocupar funções diferentes. Trata-se de uma reinvenção que pode envolver transição de carreira ou realocação dentro das organizações.
A colunista observa que muitas vagas estão sendo remodeladas ou extintas, criando dois grupos distintos: profissionais que, mesmo inseguros, buscam atualização imediata, e aqueles que insistem em manter rotinas antigas temendo, mas não enfrentando, possíveis substituições. Para exemplificar, ela cita casos de colegas que perderam espaço ao afirmar que “ninguém vai me substituir” ou que “isso que eu faço não tem como acabar”.
No campo do upskilling, gestores e empresários procuram maneiras de inovar modelos de negócio, ganhar escala e expandir mercados usando IA. No reskilling, ganham força cursos e programas voltados a áreas como ciência de dados, experiência do cliente e cibersegurança, setores com alta demanda por novos perfis profissionais.
Lemos destaca que a atual “virada de chave” segue lógica semelhante à ruptura dos anos 1990, quando possuir linha telefônica fixa era sinal de status e o acesso à internet dependia do horário com tarifa reduzida. Hoje, afirma, o desafio é manter-se relevante num ambiente em rápida expansão de ferramentas inteligentes.
Para concluir, a psicóloga propõe reflexão direta aos leitores: “O que você tem feito diante disso? O quanto tem se conectado, se familiarizado e se antecipado?” Ela afirma estar em processo contínuo de aprendizado e convida profissionais a embarcar na mesma jornada de adaptação.
A autora publica sua coluna quinzenalmente às quintas-feiras no RDNEWS.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNEWS
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