O jornalista Marcelo Oinegue declarou que o Brasil, marcado por altos gastos públicos e pesada carga tributária, leva “um susto” ao observar o desempenho econômico do Paraguai. A avaliação foi feita em comentário sobre comparações recentes entre os dois países, que mostram realidades opostas no ambiente de negócios.
Segundo Oinegue, enquanto o governo brasileiro mantém uma estrutura estatal considerada inchada, com despesas elevadas que exigem arrecadação robusta, o país vizinho adota políticas de incentivo ao investimento, simplifica a tributação e impõe custos menores para quem deseja produzir ou empreender. Para o comentarista, essa diferença tem resultado em maior competitividade paraguaia e, em alguns casos, na mudança de empresas brasileiras para território paraguaio.
Custos e incentivos distintos
No Brasil, a carga tributária gira em torno de 33% do Produto Interno Bruto (PIB), índice apontado por empresários como um dos principais entraves ao crescimento. Além disso, sucessivos déficits fiscais pressionam o governo federal a buscar novas fontes de receita, o que alimenta a percepção de que impostos podem subir ainda mais.
Do outro lado da fronteira, o Paraguai pratica alíquotas consideradas mais enxutas: o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, por exemplo, é de 10%. O país também oferece regimes especiais para setores industriais e logísticos, além de estabilidade jurídica nas regras tributárias, fatores destacados por Oinegue como determinantes na atração de investimentos estrangeiros.
Efeitos sobre a competitividade
Para o jornalista, o “susto” brasileiro não está somente no crescimento paraguaio, mas na incapacidade de Brasília de enfrentar entraves internos como burocracia, complexidade fiscal e elevado custo do Estado. “As empresas avaliam onde podem operar com eficiência; se aqui os tributos consomem lucros, elas cruzam a fronteira”, pontuou.
A análise se insere em um debate mais amplo sobre reforma tributária e controle de gastos públicos no Brasil. Economistas críticos ao governo destacam que, sem ajustes estruturais, o país corre o risco de perder ainda mais competitividade regional, enquanto nações vizinhas aperfeiçoam ambientes de negócios.
Repercussão nas redes
A fala de Oinegue repercutiu nas redes sociais, dividindo opiniões. Usuários favoráveis à redução do tamanho do Estado defenderam que o comentário expõe um problema crônico da economia nacional. Já outros internautas argumentaram que modelos simplificados de tributação podem não ser suficientes para garantir serviços públicos de qualidade.
Apesar das divergências, o episódio reforça a discussão sobre o equilíbrio entre receita e despesa públicas e seu impacto na capacidade de o Brasil competir com vizinhos que adotam estruturas tributárias menos onerosas.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder
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