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Polícia fecha fábrica clandestina de bebidas em Várzea Grande

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) interrompeu, nesta quinta-feira (16), o funcionamento de uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas no bairro Jardim dos Estados, em Várzea Grande. A ação resultou na apreensão de 500 garrafas vazias prontas para o envase, 30 rolos de rótulos que imitavam marcas conhecidas e na prisão em flagrante do proprietário do galpão.

Denúncia anônima levou agentes ao local

De acordo com a PJC, informações encaminhadas de forma anônima ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) indicavam movimentação suspeita no imóvel. Após verificação, equipes da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) constataram que o endereço funcionava como fábrica improvisada de bebidas destiladas.

Dentro do galpão, os policiais encontraram três tanques com capacidade para mil litros cada, já contendo bebida pronta para o envase. Produtos químicos e extratos naturais, usados para alterar aroma e cor do líquido, também foram recolhidos.

Rótulos falsificados simulavam marcas famosas

Entre o material apreendido estavam rótulos que reproduziam visualmente embalagens de bebidas populares, como cachaça 51 e Jamel. Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, os produtos falsificados poderiam enganar consumidores desatentos, representando risco significativo à saúde.

“O reenvase ocorre, geralmente, em condições sanitárias precárias. Além disso, podem ser adicionadas substâncias capazes de provocar problemas estomacais, cegueira e até levar à morte”, alertou Ferreira.

Perícia vai avaliar composição da bebida

Todo o conteúdo apreendido foi encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizará exames laboratoriais para detectar possíveis contaminações, presença de metanol ou outros componentes tóxicos. A Vigilância Sanitária interditou o imóvel para impedir novas atividades ilegais.

Dono responderá por crimes contra a saúde pública

O proprietário detido deverá ser indiciado por falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas, crimes previstos no Código Penal em “crimes contra a saúde pública”. A pena varia de quatro a oito anos de reclusão, além de multa. Ele permanece à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar possíveis pontos de distribuição e demais envolvidos no esquema.

Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews

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