Brasília – A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (18) o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, durante nova etapa da operação Sem Desconto, que apura um amplo esquema de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A ofensiva inclui dezenas de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão cumpridos simultaneamente em vários estados. Segundo a PF, o grupo investigado teria provocado prejuízo estimado em até R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos entre 2019 e 2024.
Esquema mirava aposentados e pensionistas
As investigações apontam que servidores públicos, empresários, lobistas e representantes de entidades associativas teriam instituído descontos irregulares diretamente nos contracheques de aposentados e pensionistas. Os valores retidos, de acordo com a PF, abasteciam contas controladas pelo grupo.
Adroaldo Portal era o segundo nome mais importante da Previdência Social. Na condição de secretário-executivo, respondia pela gestão administrativa da pasta e atuava como principal auxiliar do ministro Wolney Queiroz. A prisão ocorreu em Brasília nas primeiras horas do dia.
Fraudes de 2019 a 2024
Conforme a corporação, o esquema começou ainda em 2019 e se manteve ativo até este ano. Entre as fraudes investigadas estão a inserção de serviços não contratados, a cobrança de mensalidades indevidas e o repasse de dados sigilosos de beneficiários do INSS a empresas de intermediação financeira.
Equipes da PF recolheram computadores, documentos e aparelhos celulares na sede do ministério e em endereços ligados a suspeitos. Todo o material será periciado para mapear o fluxo de dinheiro e a participação de cada envolvido.
Próximos passos
Além das prisões, os agentes executaram ordens de bloqueio de bens e de valores para tentar recuperar parte do montante desviado. Os detidos foram levados a unidades da Polícia Federal, onde ficarão à disposição da Justiça.
O Ministério da Previdência Social ainda não se pronunciou oficialmente sobre a prisão de seu secretário-executivo. O processo corre sob sigilo, mas a PF informou que as investigações prosseguem e novas fases da operação não estão descartadas.
Se comprovadas as irregularidades, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção e estelionato contra a Previdência.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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