A vereadora Paula Calil (PL) consolidou um passo importante em sua estratégia política ao garantir o apoio de 14 parlamentares para a disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. A articulação foi selada durante um jantar realizado na noite da última segunda-feira (22), consolidando a parlamentar como a principal força na corrida pelo comando do Legislativo cuiabano.
politica: cenário e impactos
Expansão da base de apoio parlamentar
Antes da reunião, a vereadora já contava com o respaldo de 12 integrantes da Casa de Leis. Com o alinhamento firmado no encontro, ela assegurou a adesão dos vereadores Dilemário Alencar (União) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade), atingindo a marca necessária para formar a maioria absoluta entre os parlamentares. O movimento é visto como uma tentativa de fortalecer sua candidatura frente aos desafios regimentais que ainda cercam o processo eleitoral.
Desafios jurídicos e o regimento interno
Apesar da vantagem numérica, a viabilidade da reeleição de Paula Calil enfrenta um obstáculo técnico significativo. A continuidade da vereadora no comando do Parlamento depende de uma alteração no regimento interno da Câmara, ponto que ainda não possui um consenso consolidado entre os membros da Casa. O cenário é acompanhado de perto pela oposição, liderada pelo vereador Ilde Taques (Podemos), que também pleiteia a presidência e sustenta o apoio de 12 vereadores.
Debate sobre a data do pleito
O cronograma da eleição da Mesa Diretora, inicialmente previsto para agosto, tornou-se alvo de intensas discussões. Existem atualmente dois pedidos formais para o adiamento da votação, visando garantir maior segurança jurídica ao processo. A vereadora Maysa Leão (Republicanos) propôs que o pleito seja realizado em 1º de outubro, enquanto o vereador Mário Nadaf (PV) defende que a eleição ocorra apenas em novembro.
A justificativa de Mário Nadaf para o adiamento baseia-se na necessidade de adequar as normas do Legislativo cuiabano às decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar citou como precedente o caso da Mesa Diretora de Várzea Grande, que teve o resultado do pleito suspenso pela Suprema Corte devido a entendimentos sobre a antecipação de eleições para cargos diretivos em casas legislativas. A definição da data, portanto, permanece como um ponto de incerteza no xadrez político da capital mato-grossense.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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