O Tribunal do Júri da Comarca de Colniza, no noroeste de Mato Grosso, condenou quatro réus pelos crimes de duplo homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa. A sessão, que durou quase 35 horas ao longo de quinta (23) e sexta-feira (24), foi presidida pelo juiz Guilherme Leite Roriz.
Receberam pena de reclusão em regime fechado:
- E.M.N. – 39 anos, 7 meses e 28 dias;
- M.W. – 40 anos, 9 meses e 27 dias;
- A.S.M. – 37 anos, 7 meses e 28 dias;
- J.V.L. – 30 anos, 3 meses e 29 dias.
A acusada G.J.G. foi absolvida de todas as imputações. Um sétimo denunciado, M.D.N.B., não foi incluído no julgamento por conta do desmembramento do processo, determinado após o advogado de defesa apresentar atestado médico. A data do novo júri ainda será marcada.
Sessão híbrida e esquema de segurança
Os trabalhos começaram às 8h de quinta-feira, foram interrompidos às 22h30, retomados às 8h de sexta e encerrados por volta das 19h. Parte das atividades ocorreu presencialmente na Câmara Municipal de Colniza; outra parte foi conduzida de forma remota pela plataforma Microsoft Teams.
Devido ao número de réus e à natureza dos crimes, a sessão contou com reforço da Polícia Militar e da Polícia Penal. O processo tramita em segredo de Justiça.
Entenda o caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público, É.L.S. e E.S.D. foram assassinados em abril de 2023, após um “tribunal do crime” realizado por integrantes de uma facção. As vítimas teriam sido acusadas de vender entorpecentes sem autorização da organização. Os promotores sustentam que os réus usaram asfixia e meios considerados cruéis, impossibilitando qualquer defesa.
A sentença de pronúncia que enviou os réus ao júri popular foi proferida em 13 de março de 2025. Em 8 de julho do mesmo ano, a decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que negou recurso da defesa.
Prisão preventiva e traslado
Os condenados estavam presos preventivamente desde setembro de 2024. Eles foram transferidos para Colniza especificamente para acompanhar o julgamento, que ocorreu sob forte policiamento.
Com a leitura da sentença, os quatro permanecem recolhidos ao sistema penitenciário estadual. O prazo para recursos será contado a partir da publicação da decisão.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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