A uma semana da abertura da janela partidária, prevista para o próximo sábado (7), ao menos treze parlamentares de Mato Grosso – dez estaduais e três federais – articulam mudança de sigla para disputar as eleições de outubro. O período para oficializar desfiliação e nova filiação termina em 3 de abril.
Assembleia Legislativa
Com a expectativa de um quociente eleitoral superior aos 72 mil votos registrados em 2022 e a possibilidade de cada partido lançar até 25 candidatos, deputados estaduais buscam legendas em chapas consideradas mais competitivas.
Paulo Araújo (PP) deve rumar para o PRD. A decisão é motivada pela federação União Progressista (UB/PP), que, segundo o parlamentar, reduziria suas chances de reeleição no “chapão” que será montado.
No PSB, a bancada atual tende a se desfazer. Max Russi, Beto Dois a Um e Fábio Tardin marcaram filiação ao Podemos no sábado (7). Já Doutor Eugênio negocia vaga no Republicanos, mas enfrenta resistência interna por temor de excesso de candidatos na chapa.
No MDB, Thiago Silva afirma preferência por permanecer na legenda, mas mantém diálogo com o Republicanos. O correligionário Juca do Guaraná também conversa com outras siglas, embora publicamente declare fidelidade ao partido presidido pela deputada Janaina Riva, pré-candidata ao Senado.
Sebastião Rezende (União Brasil) tentou migrar para o PL sem sucesso. Caso não encontre novo destino, deve continuar no União.
Três deputados já trocaram de legenda antes mesmo da janela após receberem carta de anuência: Elizeu Nascimento (Novo), Faissal Calil (PL) e Nininho (Republicanos).
Permanecem onde estão Wilson Santos (PSD); Chico Guarnieri (PRD); Carlos Avallone (PSDB); Lúdio Cabral e Valdir Barranco (PT); Gilberto Cattani (PL); Diego Guimarães e Valmir Moretto (Republicanos); além de Janaina Riva, Dr. João (MDB), Eduardo Botelho, Julio Campos e Dilmar Dal Bosco (União Brasil).
Câmara dos Deputados
Entre os oito representantes mato-grossenses em Brasília, três planejam mudar de legenda:
- Coronel Assis (União Brasil) encaminha filiação ao PL.
- Juarez Costa (MDB) deve aderir ao Republicanos, partido do vice-governador Otaviano Pivetta.
- Emanuelzinho (MDB) negocia ida para o PSD, liderado no estado pelo ministro da Agricultura Carlos Fávaro.
Se confirmadas as saídas, o União Brasil deverá manter chapa robusta para a Câmara, enquanto o MDB corre risco de ficar sem nomes suficientes.
Permanecem no PL os deputados Coronel Fernanda, Nelson Barbudo, Rodrigo da Zaeli e José Medeiros; este último não pretende buscar novo mandato, pois articula candidatura ao Senado. Gisela Simona segue no União Brasil e ocupa a vaga do titular Fábio Garcia.
Para a eleição federal, o quociente eleitoral deve girar em torno de 230 mil votos, o que pressiona as legendas a montar chapas com, no mínimo, nove nomes competitivos.
Com a contagem regressiva para a janela, a configuração partidária na Assembleia e na bancada federal tende a mudar significativamente, refletindo a busca dos parlamentares pela melhor posição na disputa de 6 de outubro.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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