
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) divulgou, nesta terça-feira, 29, uma atualização alarmante sobre o cenário da meningite no estado. O boletim epidemiológico mais recente revela que o número de casos confirmados da doença atingiu a marca de 53 em todo o território mato-grossense, acompanhado por um total de oito mortes.
A capital, Cuiabá, emerge como o município mais afetado, concentrando 13 das confirmações. Este aumento nos registros acende um alerta para as autoridades de saúde e para a população, reforçando a necessidade de vigilância e medidas preventivas contra a doença.
Avanço da meningite e distribuição geográfica
O levantamento detalhado da SES-MT aponta um crescimento de sete novos casos em comparação com o boletim anterior, que registrava 46 confirmações. Apesar do aumento no número de infectados, o total de óbitos permaneceu estável em oito.
Além de Cuiabá, outros municípios também apresentam um número significativo de casos. Rondonópolis e Várzea Grande contabilizam cinco registros cada. Em seguida, Cáceres e Sorriso aparecem com quatro casos, enquanto Sinop soma três.
A doença se espalhou por diversas regiões do estado, com ocorrências confirmadas em Barra do Garças, Campo Novo do Parecis, Colíder, Canarana, Glória d’Oeste, Juara, Juscimeira, Nova Guarita, Primavera do Leste, São José do Rio Claro, Tangará da Serra, Tapurah, Tesouro e Vila Bela da Santíssima Trindade. Essa ampla distribuição geográfica sublinha a importância de uma resposta coordenada em nível estadual.
Impacto da doença: óbitos e grupos de risco
As oito mortes decorrentes da meningite foram registradas em cinco municípios. Sinop lidera essa triste estatística, com três vítimas fatais. Cuiabá, por sua vez, contabiliza duas mortes. Os municípios de Juscimeira, Sorriso e Vila Bela da Santíssima Trindade registraram um óbito cada.
A análise por faixa etária revela que a meningite afeta diferentes grupos da população. Pessoas com idade entre 50 e 64 anos são as mais atingidas em termos de casos confirmados, somando 10 registros. Crianças na faixa etária de 5 a 9 anos vêm em seguida, com nove ocorrências. Bebês com menos de 1 ano também representam um grupo vulnerável, com oito casos.
No que diz respeito aos óbitos, a faixa etária de 5 a 9 anos concentra o maior número de fatalidades, com três registros, indicando uma maior letalidade da doença nesse grupo específico. Os dados reforçam a necessidade de atenção especial a essas populações, tanto para a prevenção quanto para o diagnóstico e tratamento precoces da meningite.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT – Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
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