Davi Alcolumbre lidera disputa no Senado, enquanto Hugo Motta emerge como favorito na Câmara; votações acontecem no sábado (1º).
O Congresso Nacional viverá um momento decisivo neste sábado (1º.fev.2025) com a realização das eleições para as presidências do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. As duas Casas definirão suas novas Mesas Diretoras para o biênio 2025-2026, em um processo que promete consolidar novas lideranças no Legislativo federal.
Eleição no Senado
A sessão do Senado Federal está marcada para as 10h, com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) despontando como favorito para suceder Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O ex-presidente da Casa (2019-2021) conta com amplo apoio, incluindo o do atual presidente Pacheco, que declarou publicamente seu suporte à candidatura.
A candidatura de Alcolumbre reúne o apoio de 10 partidos –no total, uma bancada de 76 senadores. No entanto, como o voto é secreto e individual, o apoio não assegura a adesão automática dos integrantes. Para se eleger em 1º turno, o candidato precisa da maioria absoluta de 41 dos 81 senadores.
Pontos-chave da eleição no Senado:
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Data e horário: Sábado, 1º de Fevereiro, às 10h
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Candidatos confirmados:
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Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
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Eduardo Girão (Novo-CE)
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Jorge Seif (PL-SC)
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Rogério Marinho (PL-RN)
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Base de apoio: Alcolumbre conta com bancadas que somam aproximadamente 69 senadores
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Quórum necessário: 41 votos para vitória (maioria absoluta)
Agenda do dia 1º de fevereiro:
Senado Federal
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09h: Prazo final para registro de candidaturas
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10h: Início da sessão preparatória
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10h30: Início previsto da votação
Câmara dos Deputados
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Pontos-chave da eleição na Câmara:
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Data e horário: Sábado, 1º de Fevereiro.
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Candidatos confirmados:
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Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
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Marcel van Hattem (Novo-RS)
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Principais desafios para as novas gestões:
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Agenda econômica
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Continuidade da implementação da Reforma Tributária
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Regulamentação do novo arcabouço fiscal
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Medidas de ajuste fiscal
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Pautas institucionais
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Relação com o Supremo Tribunal Federal
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Regulamentação das redes sociais
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Reforma administrativa
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Articulação política
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Governabilidade e relação com o Executivo
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Gestão das emendas parlamentares
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Mediação entre governo e oposição
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A renovação das presidências das Casas legislativas marca um momento crucial para a política nacional, com potencial para redefinir as relações entre os Poderes e influenciar diretamente a governabilidade do presidente Lula no segundo biênio de seu mandato. A expectativa é de que ambas as eleições transcorram com tranquilidade institucional, consolidando acordos políticos construídos ao longo dos últimos meses.
Linha do tempo dos últimos cinco presidentes de cada casa legislativa:
Câmara dos Deputados
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Arthur Lira (PP-AL)
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Período: 2021 – atual
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Reeleito em 2023 para mandato até 2025
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Partido: Progressistas (PP)
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Rodrigo Maia (DEM-RJ)
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Período: 2016 – 2021
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Exerceu três mandatos consecutivos
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Partido: Democratas (DEM)
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Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
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Período: 2015 – 2016
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Renunciou ao cargo em julho de 2016
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Partido: PMDB (atual MDB)
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Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
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Período: 2013 – 2015
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Partido: PMDB (atual MDB)
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Marco Maia (PT-RS)
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Período: 2011 – 2013
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Partido: PT
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Senado Federal
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Rodrigo Pacheco (PSD-MG)
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Período: 2021 – atual
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Reeleito em 2023 para mandato até 2025
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Partido: PSD
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Davi Alcolumbre (DEM-AP)
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Período: 2019 – 2021
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Partido: Democratas (DEM)
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Eunício Oliveira (MDB-CE)
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Período: 2017 – 2019
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Partido: MDB
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Renan Calheiros (MDB-AL)
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Período: 2013 – 2017
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Foi presidente do Senado em diferentes momentos
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Partido: MDB
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José Sarney (PMDB-AP)
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Período: 2009 – 2013
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Ex-presidente da República
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Partido: PMDB (atual MDB)
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Observações importantes:
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A Câmara dos Deputados passou por momentos de turbulência política, especialmente durante o período de Eduardo Cunha
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O Senado Federal manteve maior estabilidade institucional nos últimos mandatos
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Ambas as casas são atualmente presididas por políticos que foram reeleitos para seus cargos (Arthur Lira na Câmara e Rodrigo Pacheco no Senado)
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Os mandatos de presidente em ambas as casas são de dois anos, com possibilidade de reeleição
A eleição deste sábado marca um momento significativo na política nacional, com a formação de uma ampla coalização em torno do nome de Hugo Motta, que tem 35 anos e poderá se tornar um dos mais jovens presidentes da história da Câmara.
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