Com base na argumentação de estoques baixos, o Ministério da Saúde realizou uma aquisição emergencial.
No entanto, essa medida tem causado impactos negativos nos Estados, levando à escassez de insulina para atender os pacientes.
Diversas regiões do país, como o Rio Grande do Sul, Ceará, Acre, Goiás e Anápolis, têm enfrentado problemas de falta de insulina. A responsabilidade pela compra e distribuição desse medicamento é do Ministério da Saúde, que tem falhado em garantir o abastecimento adequado.
A situação se agravou a ponto de o estoque em alguns estados, como São Paulo e Rondônia, ser suficiente apenas para um período de 45 a 60 dias, respectivamente, especialmente no caso da insulina de ação rápida.
Para suprir essa demanda, o Ministério da Saúde realizou uma compra emergencial de um laboratório chinês, a Globalx Technology Limited, que não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa medida tem sido questionada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que levanta preocupações quanto à qualidade da insulina adquirida.
O Tribunal de Contas da União (TCU) também emitiu um alerta ao Ministério da Saúde no final de março, indicando o risco iminente de falta de insulina nos estados. O órgão fiscalizatório está investigando possíveis irregularidades nas compras, entregas e armazenamento dos medicamentos destinados ao tratamento do diabetes, atendendo a uma solicitação do Congresso Nacional.
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