As forças de segurança de Santa Catarina registraram o maior número de suspeitos mortos em confrontos na região de Florianópolis desde o início da série histórica do Estado. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC) e referem-se às ações desenvolvidas sob a gestão do governador Jorginho Mello.
Segundo a SSP-SC, mais de 95% dos óbitos ocorreram durante trocas de tiros em comunidades onde atuam facções criminosas. Em muitas dessas localidades, moradores solicitaram reforço policial diante da escalada da violência, informa a pasta.
Queda nos indicadores de crimes violentos
Embora o número absoluto de suspeitos mortos em confrontos tenha batido recorde, a secretaria aponta redução nos principais crimes contra a vida. Os registros de homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte caíram 17 % em relação a 2024. Projeções internas indicam que 2025 pode se tornar o ano mais seguro da última década no Estado.
Para o comando da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), a queda dos índices está ligada ao incremento das patrulhas ostensivas e ao emprego de equipes especializadas em áreas consideradas estratégicas. O 4.º Batalhão, responsável por parte da Grande Florianópolis, relata aumento no número de operações com apoio de inteligência, drones e viaturas blindadas.
Operações planejadas e uso proporcional da força
Em nota, a PMSC afirma que cada ação passa por planejamento prévio e acompanhamento da Corregedoria. “As equipes entram em áreas conflagradas, enfrentam criminosos armados com fuzis e granadas. Nossa missão é preservar vidas — inclusive a dos nossos policiais”, declarou um oficial do 4.º Batalhão, que pediu para não ser identificado.
A corporação ressalta que os protocolos preveem o uso escalonado da força, com prioridade para rendição dos suspeitos. Ainda assim, a predominância de confrontos armados explica, segundo a PM, o elevado número de mortes nas incursões.
Firmeza no enfrentamento ao crime organizado
O governo estadual reforça que a política de segurança atual combina “eficiência, disciplina operacional e resposta firme” contra o crime organizado. Fontes do Executivo citam investimentos em viaturas, armamentos e tecnologia de monitoramento, além da integração entre Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.
Nos bastidores, a gestão Jorginho Mello atribui os resultados ao engajamento das tropas e ao direcionamento de recursos para inteligência. A SSP-SC não divulgou o número exato de suspeitos mortos até o momento, mas confirmou que o índice supera o total de anos anteriores.
Reação de entidades e próximos passos
Organizações de direitos humanos cobram maior transparência sobre as circunstâncias dos óbitos. Já o governo estadual afirma que irá ampliar a publicação de relatórios trimestrais detalhando estatísticas de letalidade, prisões e apreensões.
Paralelamente, o Ministério Público de Santa Catarina acompanha as ocorrências com morte em ações policiais e pode abrir investigações individuais sempre que identificar indícios de excessos.
Enquanto o debate sobre a letalidade policial continua, a SSP-SC mantém a meta de reduzir crimes letais em todo o Estado e sustenta que o planejamento operacional seguirá priorizando a segurança de agentes e civis.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
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