A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP-MS), encerrou 2025 com o maior índice de desaprovação entre os mandatários das capitais brasileiras. Levantamento da AtlasIntel, divulgado na semana passada, indica que 79% dos entrevistados classificam a gestão da chefe do Executivo municipal como “ruim” ou “péssima”.
Levantamento nacional
A pesquisa consultou mais de 82 mil pessoas em todas as regiões do país, traçando um retrato comparativo das administrações das 26 capitais. O estudo evidencia forte contraste entre governantes bem avaliados e aqueles que enfrentam elevada rejeição popular.
No topo da lista de aprovação aparece Eduardo Braide (PSD-MA), de São Luís, com 82% de avaliação positiva. Ele é seguido por Dr. Furlan (MDB-AP), prefeito de Macapá, que registra 78% de aprovação, e por Léo Moraes (Podemos-RO), de Porto Velho, com 75%.
Na outra ponta, além de Adriane Lopes, outras capitais também demonstram insatisfação expressiva. Em Manaus, David Almeida (Avante-AM) acumula 70% de reprovação. Já em Belo Horizonte, Álvaro Damião (União-MG) tem mais de 52% de avaliações negativas.
Motivos da queda em Campo Grande
Em Campo Grande, município com cerca de 1 milhão de habitantes, vários fatores contribuíram para o desgaste da administração ao longo de 2025. Moradores citam, principalmente, problemas na malha viária: ruas e avenidas em más condições, tanto no centro quanto nos bairros, resultam em prejuízos materiais e aumento do risco de acidentes. A demora para recuperação do asfalto alimenta a percepção de ineficiência do poder público.
A área da saúde pública também é apontada como ponto crítico. Relatos de falta de medicamentos e insumos básicos nas unidades de atendimento, inclusive de analgésicos comuns como dipirona, ampliam a insatisfação com a prefeitura.
O cenário se agravou em dezembro, quando a capital sul-mato-grossense enfrentou a maior paralisação do transporte coletivo em mais de três décadas. A greve dos ônibus interrompeu o serviço por quatro dias consecutivos, afetando centenas de milhares de usuários. Embora o Paço Municipal atribua a crise à concessionária responsável, o episódio impactou diretamente a avaliação popular da prefeita.
Contraste com outras capitais
Os dados da AtlasIntel mostram que, enquanto algumas administrações conseguiram manter alta aprovação mesmo diante de desafios econômicos e sociais, outras não obtiveram êxito na percepção dos moradores. A diferença de mais de 60 pontos percentuais entre o melhor e o pior índice reforça a heterogeneidade das gestões locais no Brasil.
Para especialistas em opinião pública, pesquisas desse porte oferecem um panorama importante sobre a relação entre serviços essenciais, comunicação institucional e aprovação governamental. No caso de Campo Grande, a combinação de infraestrutura precária, dificuldades no sistema de saúde e problemas no transporte coletivo formou um cenário pouco favorável à chefe do Executivo municipal.
O levantamento não detalha cenários eleitorais, mas serve de termômetro para avaliar os desafios que cada gestão deverá enfrentar em 2026, primeiro ano após o término dos atuais mandatos.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
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