O líder do governo federal no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), descartou a possibilidade de viajar à Venezuela ao ser questionado durante entrevista à Rádio Sociedade, na manhã desta terça-feira (6). “Não, rapaz. Tá doido? Tá querendo me matar?”, reagiu o senador, em tom de surpresa, ao ser indagado pelo apresentador Adelson Carvalho sobre uma eventual ida ao país vizinho.
Na sequência, Carvalho recordou que Wagner já esteve na Venezuela em outras ocasiões. O parlamentar confirmou a informação, mas ponderou que o cenário atual é diferente. “Eu também já fui, mas outros tempos, né? Agora fica complicado”, acrescentou.
Declaração ocorre em meio a tensão regional
A fala de Wagner acontece em um momento de atenção renovada sobre a situação política e econômica venezuelana. Embora o senador não tenha detalhado os motivos de sua resistência, setores do governo brasileiro costumam avaliar com cautela viagens oficiais a Caracas, sobretudo por questões de segurança e pela complexidade das relações diplomáticas na região.
Perfil do líder governista
Ex-governador da Bahia por dois mandatos, Jaques Wagner ocupa, desde o início de 2023, o posto de líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. Na função, responde pela articulação de projetos do Executivo na Casa e pela interlocução entre Planalto e parlamentares.
Nos últimos meses, Wagner tem reiterado a disposição do governo em priorizar a integração sul-americana, mas sempre dentro de condições que julga adequadas. A recusa imediata de visitar a Venezuela, portanto, chama atenção por ocorrer em contraste com discursos de aproximação regional, embora sem comprometer, segundo ele, o diálogo institucional.
Repercussão
A declaração ganhou destaque nas redes sociais e em veículos de comunicação, alimentando discussões sobre a política externa do governo e o grau de disposição de autoridades brasileiras para retomar agendas presenciais em Caracas. Até o momento, não houve manifestação oficial do Itamaraty sobre possíveis visitas de alto nível ao país.
Sem viagem à vista
Com a negativa enfática, Jaques Wagner sinalizou não ter planos imediatos de cruzar a fronteira para compromissos em território venezuelano. Questionado apenas sobre futuros deslocamentos, limitou-se a reforçar que as condições atuais não são favoráveis.
Ao encerramento da entrevista, o senador não apresentou novos detalhes nem comentou se a posição poderá mudar em caso de convite formal do governo de Nicolás Maduro ou de agendas multilaterais.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder
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