Gilberto Cattani (PL) declarou, nesta terça-feira (14), que a eventual condenação dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde não devolverá à família o sentimento de justiça pela morte de sua filha, Raquel Cattani. O julgamento popular dos acusados está marcado para 22 de janeiro, no Fórum de Nova Mutum, região médio-norte de Mato Grosso.
“Acho que vão ser condenados, até porque há confissão e as provas são inquestionáveis, mas isso não trará nossa menina de volta”, resumiu o deputado durante sessão extraordinária da Assembleia Legislativa.
Crítica às leis brasileiras
Cattani concentrou críticas no sistema legal do país. Segundo ele, as normas em vigor não oferecem punição proporcional ao dano causado. “Não existe justiça em nosso país. Não falo do Judiciário, mas das nossas leis. Justiça seria punir alguém da mesma forma que agrediu a sociedade”, afirmou. Para o parlamentar, a pena de prisão é “irrisória” diante da perda sofrida.
Presença no Tribunal do Júri
Embora confirme que acompanhará o julgamento, o deputado admite não saber qual será sua reação ao encontrar os réus pessoalmente. “Nunca mais fiquei frente a frente com eles. Não sei o que vou sentir”, disse. Por determinação judicial, Romero e Rodrigo serão levados ao plenário sem algemas e vestidos com roupas civis.
Detalhes da acusação
De acordo com o Ministério Público, Romero, que foi casado com Raquel durante cerca de dez anos e não aceitava o fim do relacionamento, teria engendrado o crime ocorrido em 18 de julho de 2024, no Rancho PH, área rural de Nova Mutum. A denúncia aponta que ele ofereceu R$ 4 mil ao irmão Rodrigo para executar o assassinato.
Na noite do crime, Rodrigo teria entrado clandestinamente na casa, aguardado a chegada da vítima e desferido diversas facadas, provocando lesões múltiplas descritas pelo laudo pericial como “meio cruel” e de “brutalidade incomum”. Após o homicídio, conforme os autos, o executor furtou pertences de Raquel e fugiu na motocicleta utilizada por ela.
O Ministério Público inclui as qualificadoras de feminicídio, emboscada, motivo torpe e homicídio mediante recompensa. Os irmãos foram presos em 25 de julho de 2024; a denúncia foi recebida em agosto e eles foram pronunciados a júri em 19 de dezembro de 2024. O Tribunal de Justiça manteve a decisão em 22 de outubro de 2025, após recursos das defesas.
Atualmente, Romero e Rodrigo seguem em prisão preventiva e aguardam o julgamento no Tribunal do Júri.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Rdnews
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