A sessão foi transmitida ao vivo e integra uma série de depoimentos considerados estratégicos pela CPI do Crime Organizado.
O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, prestou depoimento nesta quarta-feira (25/3), por 2;15hs, na CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. A oitiva ocorre no âmbito das investigações que apuram possíveis conexões entre esquemas financeiros e estruturas ligadas ao crime organizado.
Durante a oitiva, Taques apresentou informações e documentos relacionados a denúncias envolvendo o sistema de crédito consignado em Mato Grosso. Segundo o ex-governador, milhares de servidores públicos teriam sido afetados por possíveis irregularidades em contratos, que incluem suspeitas de cobranças indevidas e falhas na gestão de operações financeiras.
As denúncias relacionadas ao sistema de crédito consignado em Mato Grosso, que, segundo ele, teriam afetado milhares de servidores públicos. O tema é considerado um dos principais eixos da investigação da CPI, que busca identificar a atuação de empresas e intermediários no setor.
“Caso Oi” também entrou na pauta da comissão
Outro ponto abordado no depoimento é o chamado “Caso Oi”, que envolve operações financeiras complexas e movimentações milionárias por meio de fundos de investimento.
As suspeitas giram em torno de possíveis desvios e uso irregular de recursos, o que pode ampliar o escopo das investigações conduzidas pela CPI. A inclusão do tema na oitiva reforça o interesse da comissão em apurar conexões entre diferentes frentes de atuação financeira.
CPI investiga possíveis vínculos com crime organizado
A CPI do Crime Organizado foi instalada com o objetivo de investigar estruturas de atuação do crime organizado no país, incluindo esquemas que envolvam lavagem de dinheiro, fraudes e operações financeiras suspeitas.
No caso específico analisado, os senadores buscam entender se há relação entre práticas investigadas no setor de consignados e redes mais amplas de atuação ilegal.
Bastidores políticos
Nos bastidores políticos, o depoimento de Pedro Taques é visto como relevante por reunir diferentes perspectivas: além de ex-governador e ex-senador, ele atua atualmente como advogado em ações relacionadas ao tema.
Essa condição amplia o alcance das informações que podem ser apresentadas à comissão, incluindo dados, relatos e documentos ligados às denúncias. A expectativa é de que o depoimento contribua para aprofundar as investigações e orientar os próximos passos da CPI.
A audiência ocorreu no Senado Federal e fez parte do calendário de oitivas da comissão. A sessão foi acompanhada ao vivo pelos canais oficiais do Legislativo.
A CPI segue ouvindo testemunhas e reunindo informações para consolidar um relatório final, que poderá indicar responsabilidades e sugerir encaminhamentos às autoridades competentes.
ASSISTA AO DEPOIMENTO NO SENADO FEDERAL:
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