Crescimento preocupante de casos e óbitos em Mato Grosso
O estado de Mato Grosso registrou um aumento expressivo nos casos de meningite desde o início de 2026. De acordo com os dados mais recentes atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), já foram contabilizados 55 diagnósticos positivos para a infecção. O cenário atual aponta para uma elevação significativa em comparação aos anos anteriores, superando as 18 notificações registradas em 2024 e as 25 contabilizadas ao longo de todo o ano passado.
A situação epidemiológica tornou-se ainda mais crítica com a confirmação de uma nova morte, elevando o total de óbitos para nove. A vítima mais recente é um bebê de apenas 3 meses de vida, residente no município de Tangará da Serra. O caso foi oficialmente incluído no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), reforçando o alerta das autoridades sanitárias sobre a gravidade da doença, que consiste em um processo inflamatório severo nas membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.
Perfil das vítimas e distribuição geográfica
O monitoramento realizado pela Vigilância Epidemiológica do estado revela que a letalidade da doença está concentrada em faixas etárias específicas. Os grupos de crianças entre 5 e 9 anos e adultos de 35 a 59 anos apresentam os maiores índices, com duas mortes registradas em cada categoria. Além disso, foram contabilizados óbitos isolados nas faixas de 10 a 14 anos, 20 a 34 anos e entre idosos com mais de 60 anos.
No mapeamento por cidades, Sorriso e Sinop aparecem como os municípios com maior incidência de perdas humanas, somando duas mortes cada. Os demais casos fatais estão distribuídos individualmente pelas cidades de Cuiabá, Juscimeira, Vila Bela da Santíssima Trindade, Glória D’Oeste e Tangará da Serra.
Importância da vacinação e desafios do sistema público
A Secretaria de Saúde reforça que a imunização precoce continua sendo a estratégia mais eficaz para prevenir o contágio e evitar complicações graves. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente sete tipos de vacinas, como a BCG, as variantes Meningocócicas C e ACWY, além das Pneumocócicas 10, 13 e 23-valente e a Pentavalente, cada uma com calendários específicos para crianças, adolescentes e grupos de risco.
Um desafio central no combate à enfermidade é a variante do tipo B da meningite. Atualmente, o imunizante específico para esta cepa não integra o Programa Nacional de Imunizações (PNI) da rede pública. Com isso, famílias que buscam essa proteção adicional precisam recorrer a clínicas particulares, onde o custo de cada dose pode atingir aproximadamente R$ 800, conforme informações da RepórterMT.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RepórterMT
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