A direita brasileira retoma as mobilizações de rua neste domingo (1º) com o ato nacional Acorda, Brasil, chamado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A manifestação, que reúne críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrerá simultaneamente em dezenas de cidades.
Entre as pautas divulgadas estão a condução de processos no STF e o caso envolvendo o Banco Master, além de reivindicações apresentadas como defesa da “liberdade de expressão” e “transparência” no Judiciário. Segundo os organizadores, o ato marca o início de uma série de protestos programados para os próximos meses.
Foco em São Paulo
Na capital paulista, a concentração está marcada para as 14h na avenida Paulista. Confirmaram presença o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), todos apontados como potenciais candidatos à Presidência em 2026. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não participará por compromissos fora do país.
Cidades com atos confirmados
O levantamento divulgado pela equipe de Nikolas Ferreira lista mobilizações em:
Maceió, Salvador, Recife, Natal, Aracaju, João Pessoa, Fortaleza, Feira de Santana, Belém, Manaus, Macapá, Campo Grande, Goiânia, Brasília, Cuiabá, São Bernardo do Campo, Campinas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Santos, Vitória, Vila Velha, São Paulo, Chapecó, Caçador, Içara, Blumenau, Balneário Camboriú, Campos Novos, Itajaí, Porto Alegre, Florianópolis, Joinville, Lages, Curitiba e Jaraguá do Sul.
A convocação foi oficializada em vídeo publicado nas redes sociais do deputado, no qual ele conclama apoiadores a “irem às ruas” em defesa das demandas do movimento. O parlamentar afirma contar com o aval da família Bolsonaro e do diretório nacional do Partido Liberal (PL) para liderar a agenda de protestos.
Além dos eventos deste domingo, os organizadores planejam novas manifestações nos próximos meses, ainda sem datas divulgadas. Parlamentares e lideranças regionais ligadas à oposição ao governo Lula devem participar das futuras etapas, segundo a articulação divulgada pelo grupo.
No âmbito político, o ato também serve como vitrine para possíveis candidaturas da direita na eleição presidencial de 2026. Ao lado de Flávio Bolsonaro, Zema e Caiado figuram como nomes cogitados para disputar o Palácio do Planalto, cenário que deve ganhar força conforme avançam as mobilizações.
Não há estimativa oficial de público. As forças de segurança de cada estado acompanham a organização dos protestos e, até o momento, não divulgaram restrições adicionais além das regras habituais para atos públicos.
Com a convocação nacional, a direita busca demonstrar musculatura política nas ruas após as eleições de 2022, reforçando críticas ao atual governo federal e ao Supremo Tribunal Federal, enquanto consolida nomes para o próximo ciclo eleitoral.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
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