O jornalista Cláudio Dantas classificou a reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional como “um lixo”. A declaração foi feita em pronunciamento recente e ganhou repercussão nas redes sociais, alimentando a discussão sobre os efeitos do novo modelo de arrecadação.
Dantas argumenta que o texto aprovado não cumpre a promessa de simplificar o sistema de impostos. Para ele, a proposta amplia a carga tributária ao reunir tributos federais, estaduais e municipais em um Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) sem, no entanto, reduzir alíquotas ou eliminar obrigações acessórias. “A reforma cria mais problemas do que resolve”, afirmou.
O jornalista também apontou insegurança jurídica como um dos principais pontos de preocupação. Segundo declara, a mudança na forma de cobrança poderá gerar disputas sobre o enquadramento de produtos e serviços, além de obrigar empresas a reestruturarem seus processos fiscais em curto prazo. “Não há clareza sobre como será feita a transição nem sobre os critérios de compensação para estados e municípios”, acrescentou.
A fala de Dantas ocorreu logo após a votação que concluiu a aprovação do texto-base. O comentário provocou reações de parlamentares favoráveis à reforma, que defendem o novo modelo como fundamental para impulsionar investimentos e modernizar a tributação. Já opositores do governo reforçaram o discurso do jornalista, alegando que a medida representa risco à competitividade das empresas e ao crescimento econômico do país.
Nas plataformas digitais, a expressão “lixo” usada por Dantas tornou-se um dos assuntos mais citados ao longo do dia. Usuários compartilharam trechos da declaração e compararam a proposta a outras tentativas de reforma fiscal que não avançaram em anos anteriores. Empresários e entidades do setor produtivo também se manifestaram, pedindo ajustes no texto antes da regulamentação definitiva.
Apesar das críticas, a tramitação da reforma segue dentro do cronograma definido pelo Congresso. Deputados e senadores ainda precisarão analisar emendas e destaques que podem alterar pontos como alíquotas, períodos de transição e regimes especiais. O governo afirma que dialogará com todos os setores para reduzir resistências e garantir segurança jurídica.
Enquanto isso, o posicionamento de Cláudio Dantas amplia o debate público sobre os impactos da proposta. Especialistas em direito tributário acompanham as discussões de perto e alertam que a implementação exigirá regulamentação detalhada — fator que pode prolongar a incerteza entre contribuintes e administração fiscal.
Com as divergências expostas, o andamento da reforma tributária continua a ser observado por empresas, governos estaduais e municipais, além da sociedade civil, que aguarda definições sobre como o novo modelo afetará preços, consumo e investimentos.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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