A Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou, na manhã desta sexta-feira, 6 de março, a Operação Atena, com o objetivo de desarticular um complexo esquema de tráfico de drogas e corrupção de menores em Itaúba e municípios adjacentes. A força-tarefa policial visou cumprir uma série de ordens judiciais contra uma facção criminosa que vinha operando ativamente na região, marcando um passo significativo no combate à criminalidade organizada e à exploração de adolescentes.
A operação resultou no cumprimento de um total de nove ordens judiciais. Entre elas, estavam cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, todos expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, localizado no Polo Sinop. Adicionalmente, a Vara da Infância e Juventude de Itaúba emitiu outros dois mandados de busca e apreensão, sublinhando a gravidade do envolvimento de menores nas atividades ilícitas e o compromisso em proteger essa população vulnerável.
As investigações que culminaram na Operação Atena foram meticulosamente conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Itaúba. Ao longo do processo investigativo, os agentes conseguiram identificar detalhadamente a estrutura e o funcionamento do esquema criminoso. Ficou evidente que a facção utilizava uma estratégia nefasta de aliciar e empregar menores de idade tanto no transporte quanto na venda de substâncias entorpecentes, uma tática que não apenas amplificava a capacidade de distribuição das drogas, mas também caracterizava o crime de corrupção de menores.
Logística Inovadora para Despistar Autoridades
Um aspecto crucial revelado pelas investigações foi a adoção de uma “logística diferenciada” pela facção criminosa para suas operações de tráfico. Esse novo modelo estratégico visava explicitamente dificultar as ações de fiscalização e repressão policial. O grupo passou a armazenar seus carregamentos de drogas em pequenos municípios da região, distantes dos centros maiores. De lá, os menores de idade eram recrutados e empregados como “mulas”, responsáveis por realizar o transporte dos entorpecentes para cidades de maior porte, como Peixoto de Azevedo, Matupá e Guarantã do Norte. Essa mudança na logística, que abrangeu o depósito, o transporte e a comercialização da droga, demonstrava a tentativa da organização de se adaptar e evadir-se da vigilância policial, aproveitando-se da vulnerabilidade juvenil para expandir sua rede de atuação.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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