O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) completa 31 anos neste 9 de fevereiro reafirmando o papel central que exerce no desenvolvimento do paradesporto nacional. Fundada em 1995, em Niterói (RJ), a entidade construiu, ao longo de três décadas, uma rede de formação, capacitação e alto rendimento que ampliou a participação de atletas com deficiência e elevou o Brasil a um patamar inédito no cenário paralímpico mundial.
Resultados crescentes desde Atlanta 1996
A primeira delegação brasileira sob responsabilidade do CPB participou dos Jogos Paralímpicos de Atlanta, em 1996, e saiu de lá com 21 medalhas — duas de ouro, seis de prata e 13 de bronze. Desde então, o número de pódios não parou de subir, acompanhando a expansão dos projetos da entidade em todas as regiões do país.
Campanha histórica em Paris 2024
O ponto alto dessa trajetória ocorreu em Paris 2024. Na capital francesa, o Brasil faturou 89 medalhas, sendo 25 de ouro, 26 de prata e 38 de bronze. O desempenho garantiu a quinta posição no quadro geral, a melhor colocação do país na história dos Jogos Paralímpicos e a consolidação do Brasil entre as maiores potências da modalidade.
Investimento na base e na estrutura técnica
Os números refletem um trabalho que se apoia em várias frentes. O Festival Paralímpico Loterias Caixa incentiva a iniciação esportiva, enquanto os Centros de Referência do CPB — hoje somando 98 unidades — oferecem suporte técnico e material para novos talentos. Já o Meeting Paralímpico Loterias Caixa mantém atletas em constante ritmo competitivo, criando um funil que vai da descoberta de talentos ao alto rendimento.
Liderança mundial no atletismo paralímpico
Fora do ciclo de Jogos, o avanço do movimento paralímpico brasileiro também se traduz em resultados expressivos. No Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico de 2025, realizado em Nova Deli, na Índia, o Brasil liderou o quadro de medalhas pela primeira vez, conquistando 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes.
Estrutura firmada para o futuro
Com programas de formação consolidados e presença crescente em eventos internacionais, o CPB chega ao 31º aniversário ancorado em uma rede que vai desde o esporte escolar até as competições de elite. A entidade pretende manter a expansão dos centros de referência e reforçar a capacitação de treinadores a fim de sustentar o desempenho do país nas próximas edições dos Jogos Paralímpicos.
Ao revisar a trajetória que começou em 1995, o CPB destaca a parceria com federações estaduais, clubes e patrocinadores, fator considerado essencial para que mais atletas com deficiência tenham acesso ao esporte e atinjam alto nível competitivo. A meta, segundo a entidade, é ampliar ainda mais a base de praticantes e seguir entre as principais forças paralímpicas do mundo.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MT Esporte
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