O Palácio do Planalto projeta uma troca significativa no primeiro escalão nos próximos meses. Com a aproximação das eleições de 2026, pelo menos duas dezenas de ministros devem entregar os cargos até 4 de abril do próximo ano, prazo legal para que agentes públicos se desincompatibilizem e possam disputar funções diferentes das que ocupam.
A movimentação integra a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reforçar sua base política no Congresso e nos estados, ao mesmo tempo em que trabalha por sua própria reeleição. Durante a reunião ministerial de dezembro, Lula orientou os auxiliares interessados em concorrer que “ganhem o cargo” que pretendem disputar.
Disputa nos governos estaduais
No Executivo estadual, o nome mais adiantado é o do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), que planeja tentar o terceiro mandato no governo de Alagoas. Ele comandou o estado entre 2015 e 2022, foi eleito senador e se licenciou para integrar o gabinete presidencial.
Senado em foco
Com 54 das 81 cadeiras do Senado em jogo, o Planalto aposta pesado em candidaturas de ministros para ampliar sua representação. O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), pretende concorrer por sua base na Bahia. Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), titular de Portos e Aeroportos, e Waldez Goés (PDT-AP), da Integração e Desenvolvimento Regional, analisam cenário similar em seus estados.
Em São Paulo, duas ministras aparecem entre as especulações: Simone Tebet (MDB-MS), do Planejamento, cogita a transferência de domicílio para disputar a vaga paulista, enquanto Marina Silva, do Meio Ambiente, avalia a possibilidade de se lançar pelo PT, PSB ou PSol. Já Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura, e Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia, tendem a buscar a reeleição ao Senado em Mato Grosso e Minas Gerais, respectivamente.
Câmara dos Deputados
Na Câmara, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), já confirmou a intenção de pleitear novo mandato. Também devem concorrer André de Paula (PSD-PE), da Pesca; Paulo Teixeira (PT-SP), do Desenvolvimento Agrário; e Wolney Queiroz (PDT-PE), da Previdência Social.
Outros nomes cotados para a disputa são Jader Filho (MDB-PA), das Cidades; Anielle Franco (PT-RJ), da Igualdade Racial; Macaé Evaristo (PT-MG), dos Direitos Humanos; e Sônia Guajajara (PSol-SP), dos Povos Indígenas. No campo cultural, existe expectativa de que a ministra Margareth Menezes se filie ao PT para buscar uma cadeira pela Bahia.
Saídas sem candidatura
Nem todas as mudanças têm relação direta com a corrida eleitoral. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, deve se afastar para cuidar do marketing da campanha de Lula em 2026. Já Ricardo Lewandowski, que chefiava a Justiça e Segurança Pública, entregou a carta de demissão na quinta-feira (8/1), alegando motivos pessoais; a pasta está interinamente com o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.
Nomes ainda indefinidos
Entre as incertezas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, resiste a voltar às urnas, mas é pressionado por aliados para disputar o governo paulista ou o Senado. Situação semelhante envolve o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), ambos interessados no Palácio dos Bandeirantes.
No Ceará, Camilo Santana (PT) avalia se retorna ao Senado ou se tenta novo mandato no governo estadual, enquanto André Fufuca (PP-MA), do Esporte, estuda se lançará candidatura ao governo do Maranhão ou ao Senado.
As definições devem se intensificar até o início de 2026, quando a janela para desincompatibilizações se fecha e as peças do xadrez eleitoral se acomodam para a disputa que definirá não apenas o futuro do Planalto, mas também o equilíbrio de forças em todo o país.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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