O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estiveram nesta sexta-feira (13) no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife, para acompanhar as obras de ampliação da fábrica da Aché Laboratórios Farmacêuticos instalada no Complexo Industrial Portuário de Suape. A nova unidade deve entrar em operação em 2026, com capacidade para fabricar até 40 milhões de medicamentos por ano, entre injetáveis de uso hospitalar e colírios.
O projeto recebe financiamento de R$ 267 milhões concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco do Nordeste. Desde que a planta foi inaugurada, em 2019, os investimentos federais somam R$ 1,6 bilhão, recursos que, segundo o governo, são essenciais para fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e garantir a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Mais empregos e tecnologia
A expansão incorpora sistemas avançados de automação e inteligência industrial e deve gerar cerca de 3 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Com a nova estrutura, o grupo Aché projeta chegar a 700 milhões de unidades produzidas anualmente em todas as suas fábricas.
Durante a visita, Lula destacou a meta de ampliar a produção nacional. “Hoje já fabricamos 60% dos remédios consumidos aqui. Queremos chegar a 100% para tornar o Brasil soberano na área da saúde”, afirmou. Padilha reforçou que ter uma indústria totalmente brasileira amplia a segurança do SUS: “Ao produzir aqui, asseguramos o acesso da população a medicamentos e geramos oportunidades para os jovens”.
Parcerias estratégicas
O laboratório integra ainda a Bionovis, empresa que participa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltadas à fabricação local de medicamentos biológicos de alta complexidade. Esses itens são fornecidos ao SUS para tratar doenças crônicas não transmissíveis e raras, como artrite reumatoide, psoríase, esclerose múltipla e alguns tipos de câncer.
Nova Indústria Brasil
O incentivo à planta pernambucana faz parte do programa Nova Indústria Brasil (NIB), política que busca reduzir a dependência externa por meio do fortalecimento do CEIS. Ao todo, o Ministério da Saúde destina cerca de R$ 15 bilhões para impulsionar o setor. Desde 2023 foram firmadas 31 parcerias entre empresas públicas e privadas voltadas ao desenvolvimento de vacinas, medicamentos e insumos estratégicos.
Com a combinação de recursos públicos e privados, o governo pretende consolidar o país como polo produtor de insumos farmacêuticos, ampliar a oferta de medicamentos à rede pública e estimular a geração de empregos qualificados.
As obras no Cabo de Santo Agostinho seguem dentro do cronograma e, segundo a Aché, a unidade estará pronta para iniciar a produção em larga escala no primeiro semestre de 2026.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério da Saúde
- Governo de MT fecha pacto com Cuiabá e VG para ampliar saúde e educação - 3 de junho de 2026
- Banco Central confirma retirada de dinheiro físico com o avanço do Pix - 24 de maio de 2026
- Deolane Bezerra é presa por suposta ligação com o PCC e investigação expõe conexões financeiras com o crime organizado - 21 de maio de 2026
↓ OUÇA AO VIVO - RÁDIO ADRENALINA ↓
↓ BAIXE GRÁTIS O APP NESTE BANNER ↓
Entre no grupo MatoGrossoAoVivo do WhatsApp e receba notícias em tempo real - (CLIQUE AQUI) -
















Assine o Canal










Adicionar comentário