O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) acusou a direção nacional da Democracia Cristã (DC) de praticar “trairagem” após a destituição do diretório do partido em Mato Grosso. A medida, anunciada pela Executiva nacional, provocou o afastamento do produtor rural Antônio Galvan da sigla e, segundo o parlamentar, enfraqueceu o projeto do aliado para disputar o Senado nas eleições de 2026.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cattani ironizou o nome do partido. “O Democracia Cristã, que se fosse cristã de verdade, não daria nó em ninguém”, afirmou. Para o deputado, a intervenção faz parte de uma tentativa do “sistema” de frear o avanço de políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado.
A troca de comando ocorreu porque a legenda decidiu lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto, encabeçada pelo ex-ministro Aldo Rebelo. Galvan, por outro lado, vinha negociando apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentado pelo grupo bolsonarista como sucessor do pai, que cumpre pena na Papudinha, em regime fechado.
Diante da intervenção, Galvan comunicou sua saída do DC. Ele confirmou que avalia ingressar no PRD, mas não descarta conversar com outras siglas que abriguem candidaturas identificadas com a direita. “Deram tiro no pé”, declarou o produtor, ao comentar os efeitos da mudança no comando estadual da Democracia Cristã.
Cattani reiterou que, independentemente da filiação partidária de Galvan, pretende manter o apoio a sua candidatura ao Senado, desde que receba autorização do PL para participar da campanha. “Esse é o meu voto pessoal e da minha família. Quero depositá-lo em pessoas que tenham coragem de dizer o que precisa ser feito pelo país”, disse.
O deputado também reforçou que seguirá as orientações da direção do PL sobre participação em atos de campanha. “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”, resumiu, ao deixar claro que se submeterá às decisões da legenda caso o partido não libere a participação ativa no palanque de Galvan.
Com a intervenção, a Democracia Cristã deverá reorganizar sua estrutura em Mato Grosso para viabilizar a candidatura presidencial de Aldo Rebelo. Já o grupo de Galvan corre contra o tempo para encontrar um novo abrigo partidário capaz de garantir a legenda necessária para disputar o Senado em 2026, em chapas alinhadas ao bolsonarismo no estado.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Rdnews
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