Brasília – Um abaixo-assinado organizado pelo PSOL que solicita a cassação do mandato do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) provocou reação imediata entre parlamentares e lideranças próximas ao congressista. O vereador Pablo Almeida, aliado de primeira hora de Nikolas, classificou a iniciativa como “perseguição política” e afirmou que “a esquerda quer caçar o Nikolas”.
O documento reunido pelo PSOL foi divulgado nesta semana e alega “possíveis excessos” cometidos pelo deputado mineiro durante seus pronunciamentos e atividades legislativas. O partido defende que, diante do que considera violações éticas, a Câmara dos Deputados deve analisar a perda de mandato.
Em resposta, Pablo Almeida argumentou que o movimento tem caráter ideológico e, segundo ele, pretende “silenciar vozes conservadoras” no Congresso Nacional. “Estão tentando cassar um mandato legitimamente conquistado nas urnas. Trata-se de retaliação por discordarem das posições que o Nikolas defende”, declarou o vereador.
Acusações de motivação política
Almeida sustenta que não há base jurídica consistente para o pedido. Para o parlamentar municipal, o abaixo-assinado seria parte de uma estratégia mais ampla da esquerda para enfraquecer figuras da oposição. “Quando não conseguem vencer no debate, recorrem a medidas extremas para eliminar o adversário”, afirmou.
Questionado sobre as eventuais infrações atribuídas ao deputado, o aliado reforçou que “tudo não passa de interpretação política” e que Nikolas Ferreira “continua exercendo seu mandato dentro dos limites do regimento interno”.
Posicionamento do PSOL
Dirigentes do PSOL negam qualquer perseguição e sustentam que a ação se baseia em condutas concretas do parlamentar. Embora não detalhem episódios específicos, líderes do partido argumentam que a postura de Nikolas Ferreira “ultrapassou o direito de opinião” e feriu regras de decoro previstas na legislação.
O partido pretende encaminhar o abaixo-assinado à Mesa Diretora da Câmara para que seja aberto processo disciplinar no Conselho de Ética. Para resultar em perda de mandato, o pedido precisa ser acatado pelo colegiado e, posteriormente, aprovado em plenário por maioria absoluta.
Próximos passos
Até o momento, Nikolas Ferreira não se manifestou publicamente sobre a mobilização. Nos bastidores, aliados informam que a defesa do deputado acompanha o caso e estuda medidas jurídicas caso o processo avance.
O PSOL ainda não informou quantas assinaturas já foram reunidas nem a data em que o documento será protocolado na Câmara. A bancada do partido na Casa pretende intensificar a coleta de apoio nos próximos dias.
A controvérsia tende a se prolongar, já que a análise de cassação no Conselho de Ética costuma envolver prazos de defesa, oitivas de testemunhas e votação em várias etapas. Enquanto isso, a disputa política entre base governista e oposição deve se acirrar em torno do mandato de Nikolas Ferreira.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
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