Brasília – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, 43 anos, afirmou à agência France-Presse (AFP) que não descarta disputar a Presidência da República em 2026. Segundo ela, qualquer passo na direção de uma candidatura dependerá de conversas com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e de reflexões religiosas. “Será fruto de orações para discernir a missão que Deus eventualmente queira confiar-me”, disse.
Cenário conservador
Vista como um dos nomes mais influentes do campo conservador, Michelle desponta ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entre os possíveis concorrentes que podem herdar o espólio político da direita. Fervorosa evangélica, a ex-primeira-dama tem mantido agenda ativa em eventos religiosos e partidários, o que alimenta especulações sobre seu futuro eleitoral.
Jair Bolsonaro, 70 anos, cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto e foi condenado em setembro a 27 anos de reclusão por tentativa de golpe de Estado. A sentença o torna inelegível e o afasta da corrida presidencial, mas, de acordo com Michelle, “ele é e continuará a ser o maior líder da direita no Brasil”. Ela criticou o que chama de “tentativas” de forçar uma definição precoce sobre quem representará o bolsonarismo em 2026.
Prazos e possibilidades
Além do Palácio do Planalto, aliados cogitam o nome de Michelle para compor chapa como vice-presidente ou concorrer ao Senado. Questionada sobre essas alternativas, ela respondeu que “ainda é demasiado cedo” para tratar de posições específicas na eleição que ocorrerá em menos de dois anos.
Desde que deixou o Palácio da Alvorada, Michelle ganhou protagonismo dentro do Partido Liberal (PL) e assumiu a presidência do PL Mulher, segmento responsável por ampliar a presença feminina na legenda. Nos bastidores, dirigentes apontam que o desempenho dela em eventos partidários e nas redes sociais reforça seu potencial eleitoral.
Enquanto a direita busca um representante, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é apontado como provável candidato da esquerda à reeleição. O eventual duelo entre Michelle e Lula, porém, depende de definições internas no PL e de decisões judiciais que ainda podem afetar o tabuleiro político.
Por ora, Michelle mantém o discurso de cautela. “Qualquer candidatura será debatida com meu marido”, insistiu, ressaltando que ouvirá conselhos políticos e espirituais antes de oficializar qualquer projeto.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de AFP
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