Bruno Felipe / Com informações G1
De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 15 dias o Pantanal teve quase o dobro de focos de queimadas em comparação com o mês inteiro de agosto em 2019.

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É menos da metade do tempo, mas o número absoluto já apresenta uma alta de 53%. Os focos de queimadas ativos detectados na região até a metade de agosto deste ano correspondem a 3.121, enquanto todo o mês do ano passado contabilizou 1.690. Desde o dia 1º deste mês, em 2020, são 2.578 pontos de calor. Em todo o mês de agosto do ano passado foram 1.684, de acordo com a base do Inpe. Ao comparar dias isolados, o aumento fica ainda mais desproporcional. A data com índices mais altos de queimadas detectadas no Pantanal foi no sábado (15), com 521. Já em 2019, o dia 18 teve o registro mais alto, 214 – menos da metade da data com a maior taxa no mês em 2020, que ainda está na metade. 2019 terminou com 10.025 queimadas no bioma, sendo o ano com mais focos registrados desde 2005, que teve 12.536. Até o momento, 2020 contabiliza 7.339 focos de queimadas na região, 4.174 a mais do que o ano passado no mesmo período. A comparação entre os números absolutos de queimadas entre biomas mostra que a Amazônia tem o maior número de focos. No entanto, a floresta amazônica no Brasil representa uma área mais de 30 vezes maior do que a do Pantanal. Já o número de focos não acompanha a extensão: é apenas 4 vezes mais alto. |
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