Caracas – A líder opositora venezuelana María Corina Machado declarou que o governo de Nicolás Maduro “se sustenta no narcotráfico e em outras atividades ilegais”. A afirmação foi feita na última quarta-feira (16) durante entrevista ao canal colombiano NTN24.
Segundo Machado, o Palácio de Miraflores “depende dos fluxos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, do ouro de sangue, do contrabando de minerais, de seres humanos e de armas”. Para ela, cortar essas rotas é “prioridade” para enfraquecer o regime chavista.
Apelo por divulgação de provas
Recém-agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, a dirigente reforçou o pedido para que governos e organizações internacionais apresentem publicamente dados e evidências sobre o que classifica como “negócios criminosos” da cúpula venezuelana. “Esses fluxos ilegais precisam ser interrompidos; a sobrevivência do governo Maduro depende deles”, afirmou.
Pressão externa cresce
As declarações chegam em meio ao aumento da pressão diplomática e militar sobre Caracas. Nos últimos dias, os Estados Unidos anunciaram novas operações navais no Caribe, oficialmente destinadas ao combate ao narcotráfico. Analistas interpretam a movimentação como parte de uma estratégia de Washington para isolar ainda mais o governo venezuelano.
Desde 2020, autoridades norte-americanas acusam altos funcionários de Caracas de integrar o chamado Cartel de los Soles, suposta rede de militares e políticos envolvidos no tráfico de cocaína. O Executivo venezuelano nega as acusações e alega que se trata de manobra para justificar sanções econômicas e desestabilizar o país.
Resposta do governo venezuelano
Até o fechamento desta reportagem, o Palácio de Miraflores não havia se manifestado sobre as novas declarações de María Corina Machado. Em ocasiões anteriores, Maduro negou qualquer vínculo do Estado com o narcotráfico e classificou as denúncias como parte de uma “campanha internacional de difamação”.
Impacto político interno
A repercussão das falas de Machado ocorre num momento em que a opositora consolida sua posição como principal voz contra o chavismo após receber o Nobel da Paz. Observadores internacionais avaliam que a tensão política no país deve se intensificar nos próximos dias, especialmente diante do reforço das operações militares dos Estados Unidos na região.
Machado, que tenta ampliar apoio externo à sua causa, insiste que a divulgação de provas sobre o suposto financiamento ilícito do governo venezuelano é essencial para pressionar por mudanças no país.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
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