O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) marcou para a próxima terça-feira, 31 de janeiro, às 15h, uma sessão para recontar os votos destinados ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2022. Esta medida é um desdobramento direto da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar, que anteriormente presidia a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Com a cassação, os 97.822 votos obtidos por Bacellar serão anulados, impactando a atual composição da Alerj. A recontagem alterará a distribuição de vagas entre os partidos e federações. Rodrigo Bacellar foi destituído por utilizar recursos da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do RJ (Ceperj) com fins eleitorais. Na mesma data, o TSE declarou a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro e de Gabriel Rodrigues Lopes, então presidente da Ceperj.
Impactos na Presidência da Alerj e na Sucessão Estadual
Em um acontecimento relacionado, a desembargadora Suely Lopes Magalhães, presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), anulou a votação que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Alerj, ocorrida na quinta-feira, 26 de janeiro. A decisão da magistrada considerou que o processo eleitoral para a presidência da Alerj somente poderia ser deflagrado após a retotalização dos votos pelo TRE-RJ.
A desembargadora Suely Magalhães justificou que a retotalização dos votos é fundamental para que a composição oficial do colégio eleitoral da Alerj, apto a participar da escolha do novo presidente da Casa, seja definida. Ela avaliou que a Mesa Diretora da Alerj acatou apenas parcialmente a decisão do TSE, considerando apenas a vacância do cargo da presidência após a cassação de Bacellar. A magistrada enfatizou que o processo eleitoral iniciado pela Mesa Diretora sem o cumprimento integral da decisão do TSE afeta não só a escolha do novo presidente da Alerj, mas também a definição de quem assumirá interinamente o governo do estado, dada a renúncia de Cláudio Castro.
Entenda o Cenário da Sucessão no Rio
O estado do Rio de Janeiro encontra-se sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha renunciou para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE), aprovação concedida pela própria Alerj. Essa situação colocou o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, como o primeiro na linha sucessória para o governo. No entanto, em 3 de dezembro de 2025, Bacellar foi detido pela Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que investigou a ligação de políticos com o Comando Vermelho (CV). Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), Bacellar foi afastado da presidência da Alerj, mesmo após ser solto. Consequentemente, a Alerj passou a ser presidida de forma interina pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), que, devido à interinidade, não ocupa posição na linha sucessória.
Na segunda-feira, 23 de janeiro, Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador, manifestando interesse em concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro. A renúncia também foi interpretada como uma tentativa de evitar uma eventual inelegibilidade, pois enfrentava um julgamento no TSE por abuso de poder político e econômico em sua campanha de reeleição em 2022. O julgamento, contudo, resultou na cassação do mandato de Castro e em sua inelegibilidade até 2030, em uma decisão que igualmente cassou e tornou inelegível o deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo de Castro. Em decorrência dessa decisão, a Justiça Eleitoral determinou que a Alerj realize eleições indiretas para o governo do estado. Atualmente, o comando do Executivo fluminense é exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Ricardo Couto de Castro.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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