Um levantamento do Poder360, elaborado a partir de dados oficiais do Ministério da Justiça, mostra que oito dos dez estados com maiores taxas de mortes violentas em 2025 são governados por políticos identificados com a esquerda. O estudo considera homicídios, feminicídios, latrocínios e mortes decorrentes de lesões corporais.
Na liderança do ranking aparece o Ceará, administrado por Elmano de Freitas (PT), com 32,6 óbitos por 100 mil habitantes. Em seguida vêm Pernambuco, sob Raquel Lyra (PSD), com taxa de 31,6, e Alagoas, governado por Paulo Dantas (MDB), com 29,4.
A média de mortes violentas nas unidades da federação chefiadas por governadores de esquerda é de 23,4 por 100 mil. Nos estados comandados por políticos de direita, o índice médio fica em 14,8, diferença de aproximadamente 58%.
O estudo excluiu dados de mortes decorrentes de intervenção policial porque, segundo os pesquisadores, essas informações ainda não estão disponíveis de forma detalhada por município. A equipe responsável afirma que a ausência desse recorte não altera o panorama geral.
Ranking das maiores taxas
1º – Ceará (PT): 3.022 mortes – taxa de 32,6
2º – Pernambuco (PSD): 3.023 mortes – taxa de 31,6
3º – Alagoas (MDB): 946 mortes – taxa de 29,4
4º – Maranhão (PSB): 1.940 mortes – taxa de 27,6
5º – Bahia (PT): 3.900 mortes – taxa de 26,2
6º – Rondônia (União): 445 mortes – taxa de 25,4
7º – Amapá (SD): 204 mortes – taxa de 25,3
8º – Rio Grande do Norte (PT): 850 mortes – taxa de 24,6
9º – Pará (MDB): 1.820 mortes – taxa de 20,9
10º – Paraíba (PSB): 869 mortes – taxa de 20,9
Logo após o top 10 figuram estados como Rio de Janeiro (Cláudio Castro, PL), com taxa de 20,8, e Acre (Gladson Cameli, PP), com 20,2. Na outra ponta, as menores taxas pertencem a Santa Catarina (Jorginho Mello, PL), com 6,4, e São Paulo (Tarcísio de Freitas, Republicanos), com 5,4.
Desde a posse dos atuais governadores, em 2023, seis dos dez estados que registraram as maiores reduções de violência têm líderes alinhados à direita, três à esquerda e um de perfil centrista, aponta o estudo.
No caso do Ceará, a Secretaria da Segurança Pública informou que, apesar da alta taxa, houve diminuição dos números em comparação com o ano anterior. A pasta atribui a queda a ações de reforço nas prisões e à redução dos latrocínios.
O levantamento alerta que os dados de 2025 ainda podem sofrer pequenos ajustes à medida que os registros sejam consolidados. Em São Paulo, por exemplo, os boletins de dezembro não haviam sido enviados até o fechamento do estudo, mas a ausência não altera o posicionamento do estado, que historicamente apresenta índices menores em razão da população elevada.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
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