O deputado republicano Carlos Gimenez, que representa o estado da Flórida na Câmara dos Estados Unidos, declarou em uma série de postagens na plataforma X (antigo Twitter) que o regime do presidente venezuelano Nicolás Maduro está sob forte pressão internacional e que “seus dias estão contados”.
Em uma das mensagens, o parlamentar divulgou a imagem do cartaz de “procura-se” emitido pelo Departamento de Justiça norte-americano, que oferece recompensa de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 245 milhões) por informações que levem à captura de Maduro. O congressista ressaltou que o valor comprova o compromisso de Washington em responsabilizar o líder venezuelano por supostos crimes ligados ao narcotráfico.
História pessoal usada como crítica
Nascido em Havana, Cuba, em 1954, Gimenez relembrou ter deixado a ilha caribenha ainda criança, após a Revolução Cubana, para justificar o tom duro contra o chefe de Estado da Venezuela. “Sei o que é viver sob tirania”, escreveu o político, relacionando a própria experiência ao que considera ser um regime autoritário em Caracas.
Provocação envolvendo navios de guerra
Em outra publicação, o parlamentar questionou: “O que o tirano Nicolás Maduro fará quando os três destróieres dos EUA chegarem às costas da Venezuela?”. Em seguida, aconselhou: “Nicolás, seu tolo, fuja para Cuba antes que seja tarde demais”.
Entrevista à televisão hispânica
Durante participação no canal Univision 247, Gimenez reiterou que o governo dos Estados Unidos está atento à situação venezuelana. Segundo ele, qualquer ação mais contundente ocorrerá “na hora certa”, mas sem detalhar qual seria a estratégia.
Diosdado Cabello também é alvo
Além de Maduro, o deputado atacou Diosdado Cabello, considerado o principal aliado do líder venezuelano. O Departamento de Justiça mantém recompensa de US$ 25 milhões (cerca de R$ 122 milhões) pela prisão de Cabello. “Diosdado é o primeiro que não escapa disso. Há US$ 25 milhões disponíveis para colocar esse porquinho em seu curral: a prisão”, publicou Gimenez.
Pressão internacional cresce
A oferta de recompensas bilionárias por parte de Washington foi oficializada em 2020, quando promotores americanos acusaram Maduro e outros dirigentes venezuelanos de conduzirem uma “narco-ditadura” responsável por enviar toneladas de cocaína aos Estados Unidos. Desde então, autoridades do país mantêm vigilância sobre deslocamentos de figuras do alto escalão venezuelano e buscam apoio de aliados regionais para eventuais medidas de captura.
Até o momento, não houve manifestação oficial da Casa Branca sobre as declarações de Gimenez, que integra o Comitê de Segurança Interna da Câmara. O governo venezuelano também não respondeu publicamente às provocações do congressista.
Embora as postagens não indiquem uma operação militar iminente, as menções a destróieres norte-americanos reforçam o clima de tensão entre Washington e Caracas, que se agravou nos últimos anos com a adoção de sanções econômicas e denúncias de violações de direitos humanos.
Gimenez concluiu suas mensagens afirmando que continuará pressionando o Executivo dos Estados Unidos para que “tudo seja feito” a fim de “libertar o povo venezuelano da tirania”.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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