Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta segunda-feira (29) um plano de paz que prevê o fim imediato dos combates entre Israel e Hamas, libertação de reféns, anistia a combatentes do grupo palestino e, ao final das etapas, a criação de um Estado Palestino. O anúncio foi feito na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que declarou aceitar os termos norte-americanos.
Libertação de reféns e trégua de 72 horas
Segundo o documento, assim que Israel der aval formal, o Hamas terá 72 horas para libertar todos os reféns vivos e entregar os corpos que ainda mantém sob custódia. No mesmo período, as Forças de Defesa de Israel suspenderão operações ofensivas e iniciarão retirada gradual da Faixa de Gaza.
Troca de prisioneiros e devolução de corpos
Em contrapartida, o governo israelense se compromete a libertar 250 palestinos condenados à morte e outros 1.700 detidos após os ataques de 7 de outubro de 2023. Além disso, Israel devolverá 15 corpos para cada refém liberado, conforme a proposta apresentada por Trump.
Anistia e desmilitarização
O plano concede anistia aos membros do Hamas que aceitarem coexistir pacificamente na região. Combatentes que optarem por deixar o território palestino poderão fazê-lo em segurança. A Casa Branca destaca que a desmilitarização permitirá a entrada de ajuda humanitária supervisionada pela Organização das Nações Unidas (ONU), Cruz Vermelha e outras agências internacionais.
Governo de transição palestino
Dentro de Gaza e Cisjordânia, será formado um governo de transição de perfil tecnocrático e apolítico, vigiado por um Conselho da Paz presidido por Donald Trump. O colegiado contará ainda com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e outros nomes que serão indicados posteriormente.
Pacote econômico
A proposta inclui a reconstrução das linhas de energia de Gaza e a criação de uma zona econômica especial com tarifas preferenciais. O financiamento virá de Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Egito e Jordânia. Esses países também participarão de uma força temporária de estabilização encarregada de treinar novos contingentes policiais palestinos.
Rumo à autodeterminação
De acordo com a Casa Branca, o cronograma apresentado abrirá caminho para a autodeterminação e, se todas as cláusulas forem cumpridas, levará ao reconhecimento internacional de um Estado Palestino. Trump classificou o momento como “histórico para a paz” e afirmou que a proposta garante segurança duradoura para Israel e prosperidade para os palestinos.
Netanyahu, por sua vez, elogiou o plano e salientou a importância de um mecanismo internacional de supervisão para assegurar o cumprimento dos termos por todas as partes envolvidas.
Não há, até o momento, posicionamento oficial do Hamas sobre o conteúdo da iniciativa norte-americana.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
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