A engenheira civil Paula Leticia Nogueira Santos, de 34 anos, funcionária da MT Par – sociedade de economia mista do Governo de Mato Grosso – foi presa em flagrante na madrugada de sábado, 31 de janeiro de 2026, durante uma operação da Lei Seca realizada na Avenida Isaac Póvoas, em frente ao Hotel Deville, região central de Cuiabá.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a servidora conduzia um Toyota Corolla Altis Premium Híbrido, ano 2020, quando foi parada pela equipe de fiscalização. Embora tenha se recusado a fazer o teste do etilômetro, os agentes lavraram um Auto de Constatação de embriaguez, citando “olhos vermelhos, hálito etílico e dispersão” como sinais visíveis de alteração psicomotora.
Recusa ao bafômetro
Levadas à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), as imagens do interrogatório mostram Paula admitindo consumo de álcool mais cedo, durante o almoço. Questionada pelo delegado Christian Alessandro Cabral sobre o motivo da recusa ao teste, ela declarou ter ingerido “duas ou três long necks” de cerveja horas antes, razão pela qual preferiu não soprar o aparelho.
Pressionada sobre a quantidade exata de bebida, a engenheira reiterou que dividiu duas ou três garrafas com familiares e garantiu não ter consumido álcool no período da noite. A defesa tentou contestar os indícios relatados pelos policiais, afirmando que as características descritas não eram perceptíveis no vídeo. O delegado, no entanto, manteve o flagrante, ressaltando a fé pública dos agentes e o princípio in dubio pro societate.
Liberação mediante fiança
Considerando a gravidade potencial da conduta e a capacidade econômica da investigada, o delegado fixou fiança de R$ 3.600,00. No despacho, Cabral destacou que o ato de conduzir veículo sob influência de álcool coloca em risco “a segurança e a integridade de um universo indeterminado de pessoas”.
Paula Leticia, que declarou salário mensal de R$ 7 mil, pagou o valor ainda na madrugada e foi liberada para responder ao processo em liberdade. A prisão e a posterior soltura foram homologadas pela juíza plantonista Gisele Alves Silva.
O inquérito segue na Deletran, que deverá encaminhar o caso ao Ministério Público. Se denunciada e condenada, a engenheira pode pegar até três anos de detenção, além de multa e suspensão do direito de dirigir, conforme prevê o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão MT
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