O Tribunal do Júri da Comarca de Sinop, a 480 quilômetros de Cuiabá, julgará na próxima terça-feira (27) o motorista de aplicativo Wellington Honorato dos Santos, de 31 anos, apontado como autor do assassinato de Bruna de Oliveira, 24. O julgamento está marcado para começar às 8h30 no fórum local.
Acusações
O réu responde por homicídio qualificado e pelos crimes de destruição, subtração e ocultação de cadáver. Segundo o Ministério Público, ele matou a vítima, acorrentou o corpo a uma motocicleta e o arrastou por aproximadamente 400 metros antes de abandoná-lo numa valeta.
Reconstituição do caso
Conforme a investigação da Polícia Civil, o crime ocorreu na madrugada de 2 de junho de 2024, na residência de Wellington, em Sinop. Testemunhas relataram que casal discutiu por causa da venda de um ventilador. Em meio à briga, o acusado teria desferido golpes de faca no pescoço de Bruna, provocando degola e morte imediata.
Na sequência, ele utilizou uma corda fina e uma corrente para amarrar o corpo à motocicleta. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Bruna é puxada pela rua por três quadras até ser deixada em um terreno baldio.
Captura e confissão
Wellington foi preso em 3 de junho de 2024, um dia depois do crime, no município de Nova Maringá, distante cerca de 400 quilômetros de Cuiabá. Aos policiais, confessou o assassinato e alegou que estava sob efeito de cocaína e bebidas alcoólicas durante a discussão. Ele disse ainda que “surtou” e que decidiu arrastar o corpo porque “não cabia na moto”.
Detalhes da investigação
Responsável pelo inquérito, a delegada Renata Evangelista, da Delegacia da Mulher de Sinop, afirmou que Wellington e Bruna mantinham relacionamento afetivo, embora não fossem oficialmente namorados. Segundo a delegada, o acusado primeiro teria apertado o pescoço da vítima com as mãos, batido sua cabeça contra o chão e, percebendo que ela estava morta, usou a corda para completar o esgorjamento e, depois, para arrastar o corpo.
Após abandonar o cadáver, o suspeito voltou para casa e tentou limpar vestígios de sangue. No mesmo dia contratou um frete para remover seus pertences até a residência de um tio, que desconhecia o crime. A moto, as correntes e panos ensanguentados foram apreendidos pela polícia.
Expectativa para o julgamento
O júri popular será presidido pelo juiz da Vara Criminal de Sinop. Caso condenado, Wellington pode pegar pena superior a 30 anos de reclusão, somadas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. O processo corre em rito ordinário e deverá ser concluído em um único dia, salvo necessidade de prorrogação.
Familiares e amigos de Bruna organizam vigília em frente ao fórum para acompanhar a sessão. A segurança no prédio foi reforçada em razão da repercussão do caso, classificado pela polícia como feminicídio com extrema crueldade.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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