O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou ter interceptado, na quarta-feira (1º), diversas embarcações civis que se dirigiam à Faixa de Gaza. Segundo a chancelaria, os barcos faziam parte da flotilha Global Sumud, composta por pelo menos 44 navios com cerca de 500 participantes.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o órgão israelense vinculou a iniciativa ao Hamas e divulgou um vídeo no qual a ativista ambiental Greta Thunberg aparece recebendo água a bordo de uma das embarcações. O ministério não especificou se a sueca participava diretamente da travessia ou se o registro foi feito em outra ocasião.
De acordo com a nota oficial, “vários barcos foram parados” e seus ocupantes “estão sendo conduzidos com segurança para um porto israelense”, onde passariam por procedimentos de verificação. As autoridades não detalharam quantos navios foram detidos nem a localização exata da abordagem.
Os organizadores da Global Sumud afirmam que a flotilha transporta ajuda humanitária destinada aos habitantes de Gaza, enclave submetido a bloqueio naval e terrestre por Israel há mais de 15 anos. Eles negam qualquer ligação com grupos armados palestinos e sustentam que a missão é estritamente pacífica.
Israel, por sua vez, argumenta que medidas de interceptação são necessárias para impedir o fornecimento de recursos que possam fortalecer o Hamas, organização classificada como terrorista pelo governo israelense, pelos Estados Unidos e pela União Europeia. “Não permitiremos que agentes ligados ao Hamas usem barcos civis como fachada para contrabando”, declarou o ministério na plataforma social.
Até o momento, não há informações sobre detenções formais, feridos ou danos às embarcações. Também não foi divulgado se toda a flotilha foi alcançada ou se parte dos barcos conseguiu alterar a rota. A imprensa internacional aguarda posicionamento dos países de origem dos ativistas, que incluem cidadãos europeus, norte-americanos e latino-americanos.
A interceptação desta quarta-feira se soma a outros episódios semelhantes registrados nos últimos anos, quando grupos de solidariedade tentaram furar o bloqueio marítimo imposto a Gaza. Em todas as ocasiões, as embarcações foram desviadas para portos israelenses, questionadas pelas autoridades e, posteriormente, liberadas ou apreendidas, dependendo do resultado das inspeções.
Não há previsão de quando os ocupantes dos barcos retidos serão liberados ou se haverá encaminhamento à Justiça. O Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou que “mais detalhes serão fornecidos quando o processo de segurança for concluído”.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de news.google.com
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