A senadora Leila Barros (PDT-DF) afirmou nesta terça-feira (3) que o Palácio do Buriti tem responsabilidade direta pelo desequilíbrio financeiro que ameaça o Banco de Brasília (BRB). Para a parlamentar, o governador Ibaneis Rocha “não é mero espectador”, mas o agente político das decisões que levaram a instituição a um déficit estimado em mais de R$ 8 bilhões.
O rombo, segundo Leila, decorre principalmente de operações ligadas ao Banco Master, liquidado recentemente. “Se houve incompetência, ela é colossal; se houve omissão, é gravíssima; e, se houve direcionamento político para favorecer amiguinhos, estamos diante de algo muito sério. Se houver má-fé, é crime”, declarou a senadora em sessão no Senado.
Pressão por investigação e bloqueio de bens
Leila Barros pediu apuração rigorosa sobre a condução do BRB e chegou a defender o bloqueio de bens dos eventuais responsáveis. Ela disse que a crise não pode ser tratada como um evento corriqueiro e cobrou transparência sobre todos os atos de gestão que culminaram na atual situação da instituição financeira controlada pelo governo distrital.
Medidas de socorro em debate
Diante do déficit bilionário, o Governo do Distrito Federal e a diretoria do BRB discutem alternativas para reforçar o capital do banco. Entre as ações estudadas estão a utilização de imóveis públicos como garantia de empréstimos e novos aportes diretos de recursos. Até o momento, não há consenso sobre o formato da capitalização nem sobre o valor total que deverá ser injetado para restaurar a saúde financeira do banco.
Distribuição “agressiva” de lucros
A senadora destacou ainda que, mesmo diante de sinais de fragilidade, o BRB destinou aos acionistas porcentual de lucros muito acima da média histórica. De acordo com Leila, em 2025 foram distribuídos 62,96% dos ganhos da instituição, quando a média dos anos anteriores era de 39,51%. Para ela, a escolha mostra falta de cautela num cenário que demandava, ao contrário, forte retenção de reservas.
“Precisamos compreender o que motivou essa decisão e quem se beneficiou. Os recursos poderiam ter sido usados para fortalecer o caixa”, argumentou a parlamentar, reforçando a necessidade de investigação pelos órgãos de controle.
Repercussão política
No Executivo local, a crise do BRB é tratada como prioridade, já que o banco exerce papel estratégico no financiamento de obras e políticas públicas do Distrito Federal. A oposição, porém, pressiona para que o governo apresente dados completos sobre a exposição da instituição e sobre eventuais garantias oferecidas pelo erário distrital.
Até o fechamento desta reportagem, o Palácio do Buriti não havia se manifestado sobre as declarações da senadora nem sobre as acusações de má condução administrativa.
O Ministério da Fazenda e o Banco Central acompanham a situação, mas, por enquanto, não sinalizaram nenhuma intervenção. Caso o plano de capitalização seja aprovado, ele dependerá de aval do Conselho Monetário Nacional.
Leila Barros concluiu seu pronunciamento afirmando que “salvar o banco é essencial, mas resgatar a confiança da população no uso responsável do dinheiro público é ainda mais importante”.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Agência Senado
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