Itanhangá (MT) – Uma força-tarefa formada pela Polícia Civil, Polícia Militar e Vigilância Sanitária apreendeu 30 garrafas de whisky suspeitas de conter metanol durante ações de fiscalização realizadas na terça-feira (4) e na quarta-feira (5) em Itanhangá, no médio-norte de Mato Grosso.
O trabalho começou após dois moradores procurarem atendimento no Centro Integrado de Saúde do município com sintomas de intoxicação. De acordo com a Delegacia de Tapurah, responsável pelo inquérito, as vítimas relataram náuseas, vômitos intensos e dores no peito logo depois de ingerirem a bebida. Um dos pacientes evoluiu para cegueira temporária e dificuldades respiratórias, precisou ser intubado e acabou transferido para o Hospital Regional de Sorriso devido à gravidade do quadro.
Primeiras diligências
Ao apurar a origem do whisky consumido, a equipe policial confirmou que a garrafa foi adquirida em um supermercado local. Na terça-feira, agentes foram ao estabelecimento e recolheram o estoque disponível do mesmo lote. No dia seguinte, a operação se estendeu a outros pontos de venda, incluindo mercados e distribuidoras.
No total, 12 comércios foram vistoriados. Ao fim das inspeções, 30 garrafas pertencentes a seis lotes diferentes, já sinalizados como suspeitos pela Secretaria de Estado de Saúde e pela Vigilância Sanitária, foram retiradas das prateleiras.
Perícia e investigação
Segundo o delegado Franklin Alves, titular da Delegacia de Tapurah, todo o material apreendido será encaminhado ao laboratório forense para análise comparativa. O objetivo é confirmar se a composição das bebidas foi adulterada ou falsificada com metanol — substância tóxica e proibida em produtos destinados ao consumo humano.
“A perícia deverá indicar a presença ou não de metanol e apontar possíveis responsáveis pela adulteração”, informou o delegado. Ele acrescentou que a investigação segue aberta para identificar fornecedores, distribuidores e vendedores que introduziram as bebidas na cidade.
Até o momento não foram divulgados nomes de suspeitos. A Polícia Civil orienta consumidores a verificarem rótulos, lotes e selos de autenticidade antes da compra, além de denunciar imediatamente qualquer irregularidade.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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