O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, filiado ao partido União Brasil, posicionou-se publicamente em relação às recentes afirmações do senador Wellington Fagundes, representante do Partido Liberal (PL) no cenário político estadual e nacional. As declarações de Fagundes, que se tornaram ponto central de discussão, indicam um suposto aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para sua candidatura ao governo mato-grossense.
Segundo o senador Wellington Fagundes, ele teria recebido uma espécie de “bênção” ou sido “cravado” pessoalmente por Jair Bolsonaro como o nome preferencial para a disputa eleitoral que definirá o próximo chefe do Executivo de Mato Grosso. Tal endosso, vindo de uma figura com a influência política de um ex-presidente, naturalmente geraria expectativas e movimentações no tabuleiro político local.
Contudo, a reação do governador Mauro Mendes foi marcada por um tom de ironia e pragmatismo. Ao ser questionado ou ao comentar o cenário, Mendes optou por desconsiderar a magnitude do suposto apoio presidencial com uma frase que ressoa a realidade do poder executivo: “Quem resolve é quem está com a caneta na mão”.
Essa observação de Mendes não apenas ironiza a validade ou a efetividade de um endosso político externo na definição de um pleito estadual, mas também reafirma a premissa de que a governabilidade e a capacidade de execução se consolidam na figura do governante em exercício. A expressão “ter a caneta na mão” é uma metáfora amplamente reconhecida no jargão político brasileiro para indicar o detentor do poder de decisão, de assinatura de decretos, leis e, em última instância, de execução das políticas públicas.
A declaração do governador do União Brasil sugere que, embora o apoio de lideranças nacionais possa ter seu peso simbólico ou estratégico, a verdadeira influência e o controle sobre os rumos do estado residem naquele que ocupa a cadeira do poder. Ao fazer tal comentário, Mendes parece buscar desvalorizar a percepção de que a “bênção” de Bolsonaro seria um fator determinante ou incontestável para a eleição em Mato Grosso, especialmente em um contexto onde ele próprio, como governador em exercício, detém os mecanismos de gestão e influência direta sobre o dia a dia da administração pública.
O episódio, portanto, delineia um embate sutil de narrativas. De um lado, a tentativa de Fagundes de fortalecer sua pré-candidatura com o prestígio de Bolsonaro; de outro, a manobra de Mendes para reforçar a ideia de que o poder real e a capacidade de influenciar o pleito residem na máquina estatal sob sua liderança. A disputa por Mato Grosso, assim, ganha mais um capítulo, onde a retórica sobre apoio e poder se torna parte fundamental da estratégia dos envolvidos.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
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