O Irã alertou o cenário global para a possibilidade de o barril de petróleo atingir US$ 200, em um momento de intensificação do conflito no Oriente Médio. A declaração ocorre enquanto as forças iranianas realizavam ataques a navios mercantes na quarta-feira, dia 11, e a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendava uma liberação substancial de reservas estratégicas para mitigar uma das mais severas crises de petróleo desde a década de 1970.
Escalada do Conflito e Vítimas
A guerra, desencadeada por ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel há cerca de duas semanas, já resultou na morte de aproximadamente duas mil pessoas, predominantemente iranianos e libaneses. O conflito se expandiu para o Líbano, gerando instabilidade nos mercados globais de energia e transporte. Apesar de uma intensificação dos ataques aéreos, conforme descrito pelo Pentágono, o Irã retaliou, disparando contra Israel e alvos em outras regiões do Oriente Médio na última quarta-feira, demonstrando capacidade de resposta.
Ações Irânianas e Alertas de Segurança
Ontem, três embarcações foram atingidas nas águas do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a autoria dos disparos, alegando que as embarcações haviam desobedecido a suas ordens. Além disso, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um alerta sobre possíveis ataques planejados pelo Irã e milícias aliadas contra a infraestrutura de petróleo e energia de propriedade americana no Iraque. O alerta mencionou ataques anteriores a hotéis frequentados por americanos em várias localidades iraquianas, incluindo o Curdistão.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que a operação “continuará sem limite de tempo, até que todos os objetivos sejam atingidos e seu país conclua a campanha”. Por outro lado, o então presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu ao site de notícias Axios que o conflito não se estenderia por muito tempo, afirmando que havia “praticamente mais nada” a ser atingido no Irã e que a guerra terminaria quando ele quisesse. As autoridades norte-americanas e israelenses reiteraram que o objetivo é neutralizar a capacidade do Irã de projetar força para além de suas fronteiras e desmantelar seu programa nuclear.
Reações Internacionais e Preços do Petróleo
Os preços do petróleo registraram alta de quase 5% na quarta-feira, impulsionados por novos receios de interrupção no fornecimento. Anteriormente, os valores haviam oscilado, subindo para cerca de US$ 120 por barril e depois recuando para aproximadamente US$ 90. Em Wall Street, os principais índices acionários apresentaram queda, revertendo uma recuperação anterior que se baseava na expectativa de uma rápida solução para o conflito. A instabilidade geopolítica acelera a busca global por independência energética, e a Petrobras sinalizou a possibilidade de mitigar o impacto da alta do petróleo no Brasil.
Diante da escalada, a Agência Internacional de Energia, que representa as maiores nações consumidoras de petróleo, recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais. Essa seria a maior intervenção de seu tipo na história e foi prontamente endossada por Washington. O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, informou à CNBC que empresas petrolíferas americanas anunciarão em breve um aumento na produção, buscando estabilizar o mercado. A situação dos preços do combustível, já em ascensão em alguns países, e a posição desfavorável do Partido Republicano nas pesquisas para as eleições de meio de mandato em novembro, tornaram a questão do petróleo um fator urgente nos cálculos estratégicos da guerra.
Situação no Estreito de Ormuz
A navegação segura pelo Estreito de Ormuz, canal que serve de passagem para cerca de um quinto do petróleo mundial e que se encontra atualmente bloqueado ao longo da costa iraniana, permanece incerta. Embora Trump tenha afirmado que os navios “deveriam” transitar pelo Estreito, fontes indicaram que o Irã teria implantado cerca de uma dúzia de minas no local, complicando ainda mais o bloqueio. O exército norte-americano orientou os iranianos a manter distância de portos com instalações da Marinha iraniana, o que gerou um alerta por parte dos militares do Irã: caso seus portos fossem ameaçados, os centros econômicos e comerciais da região seriam considerados “alvos legítimos”.
Apesar dos apelos da Turquia e da Europa pelo fim dos combates, que têm visto portos e cidades nos Estados do Golfo, bem como alvos em Israel, serem atingidos por drones e mísseis iranianos, outros sinais apontam para a continuação das hostilidades. Um oficial militar israelense confirmou que as forças armadas ainda possuem uma extensa lista de alvos no Irã, incluindo mísseis balísticos e locais relacionados à energia nuclear. Anteriormente, Trump havia reportado que as forças dos EUA destruíram 28 navios iranianos lançadores de minas, prevendo uma queda nos preços do petróleo. Contudo, o FBI alertou sobre a possibilidade de drones iranianos atacarem a costa oeste dos EUA, embora Trump tenha minimizado a preocupação com ataques em solo americano.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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