O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, neste sábado (28), o firme apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A manifestação ocorre mesmo após o Chile ter retirado seu endosso à indicação de Bachelet.
Em fevereiro, a postulação de Bachelet foi apresentada em conjunto pelos governos do Chile, Brasil e México. Contudo, na última terça-feira (24), o governo chileno anunciou a retirada de seu apoio à ex-mandatária.
Recuo Chileno e Justificativa
O governo do Chile justificou sua decisão em comunicado, afirmando que “o contexto desta eleição, a dispersão das candidaturas de países latino-americanos e as divergências com alguns dos atores relevantes que moldam este processo tornam esta candidatura e seu eventual sucesso inviáveis”. A indicação de Bachelet, uma figura de centro-esquerda, havia sido formalizada durante a gestão do ex-presidente Gabriel Boric, de orientação política similar. A mudança de postura ocorre agora sob a liderança do político de extrema direita José Antonio Kast, que assumiu o comando do país.
Apesar da retirada do apoio oficial, o comunicado chileno ressaltou que, caso Michelle Bachelet opte por seguir adiante com sua candidatura, o Chile se absterá de apoiar qualquer outro candidato no processo eleitoral, em consideração ao histórico da ex-presidente.
Brasil e México Mantêm Apoio
Diferentemente do Chile, o México, sob a liderança da presidenta Claudia Sheinbaum, permanece ao lado do Brasil no suporte à candidatura de Bachelet. Em sua manifestação nas redes sociais neste sábado, o presidente Lula defendeu que a ex-presidente chilena detém “todas as credenciais” necessárias para se tornar a primeira mulher latino-americana a conduzir a ONU.
Lula destacou a importância de Bachelet “promover a paz, fortalecer o multilateralismo e recolocar o tema do desenvolvimento sustentável no centro da agenda internacional”. O presidente brasileiro enfatizou que “o Brasil continuará a apoiar, em conjunto com o México, a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU”. Ele ressaltou ainda as qualificações da candidata, afirmando que ela é “altamente qualificada, com o melhor currículo para a função, tendo sido duas vezes presidenta de seu país, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres”.
Novo Ciclo na ONU
Para o presidente Lula, após oito décadas de existência, é o momento oportuno para que a ONU seja, “finalmente”, conduzida por uma mulher. Atualmente, o secretariado das Nações Unidas é chefiado pelo português António Guterres, que foi reeleito em 2021 para um segundo mandato de cinco anos, com vigência de 2022 a 2026. O próximo secretário-geral da organização tem sua posse agendada para 1º de janeiro de 2027.
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