Aviões de guerra israelenses realizaram intensos ataques aéreos no centro de Beirute, capital do Líbano, na madrugada desta quarta-feira (18). Os bombardeios, que destruíram edifícios de apartamentos, marcam uma escalada significativa na guerra que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã, registrando alguns dos ataques mais severos na região central da capital libanesa em décadas.
Escalada regional e baixas de alto perfil
Os ataques em Beirute ocorrem após uma série de eventos que intensificaram o conflito. Israel anunciou ter assassinado o ministro da Inteligência iraniano, Esmail Khatib, um dia depois de ter eliminado Ali Larijani, chefe de segurança do Irã, cuja morte se seguiu à do líder supremo Ali Khamenei no primeiro dia da guerra. Em resposta, o Irã confirmou a morte de Larijani e lançou mísseis com múltiplas ogivas contra Israel, resultando na morte de duas pessoas nas proximidades de Tel Aviv. Teerã declarou que a perda de suas autoridades não comprometerá suas operações, com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, enfatizando que o sistema político islâmico é resiliente e não depende de um único indivíduo.
Impacto energético e político
Quase três semanas após o início do conflito, não há indícios de uma redução na escalada. A interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia aumentou os riscos políticos para o presidente dos EUA, Donald Trump. Os preços do diesel nos Estados Unidos superaram a marca de US$ 5 por galão pela primeira vez desde o pico inflacionário de 2022, que afetou o apoio ao seu predecessor, Joe Biden. Paralelamente, Israel intensificou seus ataques aéreos e uma ofensiva terrestre no sul do Líbano, visando o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, que tem respondido com disparos na fronteira em solidariedade a Teerã. O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, recusou propostas de países mediadores para desescalar o conflito, exigindo que Estados Unidos e Israel sejam ‘colocados de joelhos’, segundo uma autoridade iraniana não identificada.
Ataques devastadores em Beirute e Israel
No distrito de Bachoura, no centro de Beirute, Israel emitiu alertas para que moradores evacuassem um edifício que, segundo suas informações, era utilizado pelo Hezbollah. O prédio foi completamente destruído. Vídeos verificados pela Reuters mostraram a estrutura desabando em pó ao amanhecer, com bombeiros posteriormente trabalhando sobre uma vasta pilha de escombros fumegantes. Um morador local, Abu Khalil, descreveu a ação como uma ‘operação para ferir e aterrorizar’ a população, negando a presença de alvos militares na área. Em contraste, nenhum aviso foi emitido para ataques em outros dois distritos centrais, onde pelo menos dez pessoas morreram, conforme autoridades libanesas. Fumaça podia ser vista saindo de varandas, enquanto residentes varriam destroços das ruas, em meio a carros destruídos. Embora Israel tenha atacado os subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, nos últimos dias, os recentes bombardeios no centro da capital são considerados os mais severos em décadas. Dentro de Israel, um míssil iraniano abriu uma cratera em uma calçada e incendiou veículos em uma área residencial de Holon, ao sul de Tel Aviv. Uma residente, Leah Palteal, relatou ter buscado abrigo após um alarme e ouvido um ‘estrondo louco’, testemunhando explosões ao sair.
Ofensiva terrestre e balanço de vítimas
Israel também iniciou uma ofensiva terrestre no sul do Líbano e reconheceu, nesta quarta-feira, que suas tropas dispararam acidentalmente um tanque contra uma base da ONU uma semana após o início da guerra, ferindo três soldados de paz de Gana. As autoridades libanesas estimam que 900 pessoas foram mortas no país e 800 mil foram forçadas a abandonar suas casas. O grupo iraniano de Direitos Humanos HRANA, com sede nos EUA, reportou na segunda-feira (16) que mais de 3 mil pessoas faleceram no Irã desde o início dos ataques israelenses e norte-americanos no final de fevereiro. Ataques iranianos também resultaram em mortes no Iraque e em países do Golfo. Em Israel, o número de vítimas fatais chega a quatorze.
Objetivos da guerra e resistência interna
Os governos de Israel e Estados Unidos afirmam que o propósito do conflito é conter a capacidade do Irã de projetar força além de suas fronteiras e desmantelar seus programas nucleares e de mísseis. Ambos os países também incitaram a população iraniana a se rebelar e depor seus líderes clericais. No entanto, semanas após as autoridades iranianas reprimirem manifestações antigovernamentais, matando milhares de protestantes, não surgiram sinais de dissidência organizada dentro do Irã desde o início dos bombardeios.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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