Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, em entrevista concedida ao colunista Leo Dias nesta segunda-feira (15/12), que o ex-presidente Jair Bolsonaro passa cerca de 22 horas diárias trancado na cela onde está detido, tendo apenas duas horas de banho de sol.
Segundo o parlamentar, o pai, de 71 anos, apresenta comorbidades e necessita de intervenção cirúrgica. Flávio relatou que o médico pessoal do ex-presidente pediu autorização para o procedimento, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria solicitado uma segunda perícia antes de liberar a operação.
“Ele está num cativeiro. Uma pessoa com 71 anos, cheia de comorbidades, que precisa de cirurgia, fica 22 horas trancado e só tem duas horas de banho de sol. Vai para um espaço pequeno, de cimento, parede branca, onde nem consegue caminhar”, afirmou o senador.
Críticas ao Judiciário
Flávio Bolsonaro classificou a prisão como “injusta” e atribuiu a detenção a perseguição política. “Meu pai foi julgado pelos próprios inimigos. Você imagina responder a um processo sendo julgado pelo seu algoz, pelo inimigo declarado”, declarou.
O senador também contestou a decisão de Moraes de designar um perito adicional para avaliar a necessidade da cirurgia. “O médico pede autorização, mas o ministro desconfia e manda outro perito checar se ele precisa ou não da operação”, disse.
Condições da cela
De acordo com Flávio, Jair Bolsonaro ocupa uma cela identificada como “34”, cuja porta permanece sob ferrolho. O espaço, descreve o filho, não oferece condições para atividade física. “Ele fica lá, trancado na chave, 22 horas por dia”, reforçou.
O senador não informou detalhes sobre o local exato da detenção nem o motivo específico da prisão, mas insistiu que o ex-presidente “é inocente” e que o caso seria resultado de “perseguição de adversários”.
Saúde e rotina
Além da questão cirúrgica, Flávio afirmou que Bolsonaro faz uso contínuo de medicamentos devido às comorbidades, sem especificar quais. O ex-chefe do Executivo, relatou, “tem acesso restrito” a atendimento médico e medicamentos dentro da unidade prisional.
O parlamentar relatou ainda que familiares e advogados só podem visitá-lo em horários limitados. “É um regime pesado para alguém com a idade dele”, completou.
Flávio finalizou a entrevista dizendo esperar que o STF reveja a situação. Até o momento, não houve manifestação oficial da Corte sobre as declarações.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de MatoGrossoAoVivo
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