Goiânia (GO) – O Ministério da Saúde colocou em operação, nesta semana, as primeiras carretas do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa que leva consultas, exames e cirurgias de alta complexidade a regiões onde a estrutura de saúde é insuficiente ou inexistente. A capital goiana recebe o projeto-piloto; na próxima semana, será a vez de Ribeirão Preto (SP).
No estacionamento do Hospital Municipal da Mulher e da Maternidade Célia Câmara, duas unidades móveis começaram a atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na quinta-feira (18). Quarenta pessoas previamente agendadas passaram por procedimentos. Para esta sexta-feira (19), outros 70 atendimentos estão programados.
Estrutura das unidades
Uma das carretas é dedicada à saúde da mulher, oferecendo consultas ginecológicas, mamografias e ultrassonografias. A segunda concentra exames de imagem, com destaque para tomografia computadorizada. Ao todo, 21 profissionais – entre médicos, enfermeiros, técnicos em radiologia, recepcionistas e agentes de cuidado – integram a equipe que atua na capital goiana.
Em Ribeirão Preto, entre 24 e 26 de setembro, duas carretas ficarão voltadas à oftalmologia, com foco em cirurgias de catarata. Os procedimentos serão realizados com lente dobrável, tecnologia que permite intervenção menos invasiva. Após a cirurgia, os pacientes receberão óculos de proteção e colírios.
Meta de expansão
Depois da fase de testes em Goiás e São Paulo, 27 carretas devem estar distribuídas nas cinco regiões do país até outubro. Segundo o ministério, elas ficarão estacionadas em 22 estados, incluindo áreas urbanas sem unidades de saúde, comunidades indígenas, quilombolas e localidades rurais, ribeirinhas ou da floresta.
O cronograma prevê 81 carretas em funcionamento até dezembro deste ano e 150 até o fim de 2026. A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) é responsável pela contratação das empresas que fornecem veículos, equipes e insumos.
Capacidade de atendimento
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as unidades móveis devem realizar anualmente 720 mil cirurgias, 4,6 milhões de consultas e 9,4 milhões de exames. Cada carreta de imagem poderá executar até 2,6 mil procedimentos mensais; as voltadas à saúde da mulher e à oftalmologia terão capacidade para 1,5 mil atendimentos mensais cada.
As especialidades prioritárias do programa são oftalmologia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia. A Central de Regulação das secretarias municipais define quais pacientes serão encaminhados para as unidades.
Investimento
O Agora Tem Especialistas dispõe de R$ 1 bilhão para credenciar prestadores de serviço. As empresas selecionadas precisam ofertar desde pequenas cirurgias – como catarata – até exames como colonoscopia, endoscopia, ecocardiograma, mamografia, radiologia, ultrassonografia e tomografia.
Com a estratégia de atendimento móvel, o governo federal busca apoiar estados e municípios na redução das filas do SUS em seis frentes consideradas críticas: oncologia, ortopedia, ginecologia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.
Os gestores municipais de Goiânia e Ribeirão Preto foram os primeiros a solicitar adesão ao programa e já contavam com autorização dos órgãos de vigilância sanitária locais, o que viabilizou o início da operação.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério da Saúde
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