Receber atendimento de saúde sem sair de casa já integra a rotina de milhares de brasileiros. Essa assistência é garantida pelo Programa Melhor em Casa, iniciativa do Ministério da Saúde que leva equipes multiprofissionais ao domicílio de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que necessitam de acompanhamento contínuo, porém dispensam permanência hospitalar.
Vinculado à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), o programa coordena o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) em articulação com a Atenção Primária, hospitais, serviços de urgência e demais pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS). O objetivo é assegurar cuidado integral, evitar internações prolongadas e conectar o SUS à vida cotidiana das famílias.
Quem pode ser atendido
O Melhor em Casa é direcionado a pessoas com doenças crônicas agudizadas, em reabilitação, em cuidados paliativos ou com limitação de mobilidade temporária ou permanente. Ao permanecer no ambiente familiar, o paciente reduz o risco de infecções associadas à internação, ganha conforto e mantém vínculos afetivos, enquanto os hospitais liberam leitos para casos que realmente exigem internação.
Como funciona o serviço
O atendimento é realizado por equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, fonoaudiólogos e outros especialistas, conforme a necessidade de cada usuário. Essas equipes:
- realizam visitas domiciliares regulares;
- desenvolvem reabilitação intensiva quando indicada;
- monitoram parâmetros clínicos;
- orientam familiares e cuidadores;
- elaboram plano de cuidados individualizado.
A inclusão no programa ocorre por indicação de profissionais das unidades básicas de saúde, hospitais ou serviços de urgência. Eles avaliam se o paciente dispõe de condições clínicas e estruturais para receber assistência em casa com segurança.
Estrategia consolidada no SUS
Diante do envelhecimento populacional e do crescimento das doenças crônicas, a atenção domiciliar tornou-se estratégia fundamental para tornar o sistema mais resolutivo e centrado na pessoa. Nesse contexto, o Ministério da Saúde vem reforçando o Melhor em Casa com apoio técnico e financeiro a estados e municípios para implantar e qualificar equipes.
“Levar atenção especializada para dentro da casa das pessoas fortalece a integralidade do cuidado, valoriza a família e cria uma rede mais integrada”, destaca o assessor técnico da Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar, Tarcísio Nema de Aquino.
Transformação do modelo de cuidado
Mais do que alternativa à internação, o programa reconhece o domicílio como espaço legítimo de cuidado. A proposta estimula autonomia do paciente, acolhimento e corresponsabilização de familiares, reforçando o caráter público, universal e humanizado do SUS.
Com equipes preparadas, articulação entre serviços e foco na humanização, o Melhor em Casa se consolida como instrumento de transformação do modelo assistencial brasileiro, aproximando o sistema de saúde da realidade de quem mais precisa.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério da Saúde
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