Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado, 3, que tropas norte-americanas conduziram “um ataque de grande escala” contra a Venezuela e capturaram o chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro. A informação foi divulgada pelo próprio mandatário em uma rede social.
Segundo Trump, a ofensiva militar foi organizada pelas forças armadas e por agências de segurança dos EUA. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, escreveu.
Destino não revelado
O presidente norte-americano não especificou para qual local Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram levados após a detenção. Também não foram apresentados detalhes sobre o trajeto da aeronave nem sobre eventuais acordos prévios com países vizinhos para sobrevoo ou pouso.
Operação teria envolvido diversas agências
Trump afirmou que a ação contou com a participação de “forças de segurança americanas”, mas não citou quais ramos do Exército ou órgãos de inteligência estiveram engajados. Não há, até o momento, confirmação oficial do Departamento de Defesa dos EUA sobre o número de militares mobilizados, a duração da incursão ou possíveis baixas.
Repercussão internacional
Governos e organismos multilaterais ainda não se pronunciaram sobre o anúncio. Representações diplomáticas em Washington foram procuradas pela imprensa para comentar o episódio, mas até a publicação deste texto não haviam emitido notas públicas.
A oposição venezuelana também não se manifestou oficialmente acerca das declarações de Trump. Nas últimas semanas, líderes políticos críticos ao governo de Caracas vinham pedindo pressão internacional mais dura contra o regime chavista, mas não mencionavam a possibilidade de ação militar direta.
Contexto da crise
A Venezuela enfrenta grave instabilidade política e econômica desde 2014, com hiperinflação, escassez de alimentos e migração em massa. Maduro, no poder desde 2013, é alvo de sanções impostas por Washington, que o acusa de violações de direitos humanos e de fraudes eleitorais.
Nesta nova fase de tensão, a confirmação de uma operação militar estrangeira no território venezuelano sinaliza um escalonamento sem precedentes na relação bilateral. Até o momento, não há indicações sobre como o governo em Caracas ou aliados regionais reagirão à notícia.
Mais informações devem ser divulgadas nas próximas horas, à medida que autoridades norte-americanas e venezuelanas detalhem o ocorrido.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google News
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