Pesquisadores de diferentes países reuniram-se nesta sexta-feira (14) na Casa da Ciência, instalada no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), para discutir o legado do Oceans20 e os próximos passos da agenda marítima no enfrentamento às mudanças climáticas. O encontro integrou a programação do G20 Social, criado pelo Brasil durante a presidência do grupo em 2024 para ampliar a participação da sociedade civil nos debates globais.
Ao abrir a roda de conversa, o professor Alexander Turra, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), ressaltou que a inclusão dos mares na pauta do G20 representa “um passo decisivo”, pois evidencia que “os oceanos são nossos maiores aliados na preservação do meio ambiente”.
A pesquisadora sul-africana Tamaryn Morris, da South African Environmental Observation Network (Saeon), acrescentou que, para a África, o mar funciona como “linha da vida” que conecta povos e territórios, além de simbolizar oportunidade de crescimento sustentável e inclusivo.
Propostas do Oceans20
Instituído como grupo de engajamento da sociedade civil, o Oceans20 apresentou três recomendações centrais aos líderes do G20:
- construção de uma economia oceânica justa;
- implementação de uma transição energética ambiciosa, equitativa e inclusiva;
- promoção da segurança alimentar por meio de pesca sustentável.
Segundo Turra, essas diretrizes aproximaram a população do debate sobre a saúde dos mares. “O desafio agora é mobilizar a sociedade para manter o legado do trabalho já realizado”, afirmou.
Articulação dentro do G20
No âmbito do G20, a pauta oceânica compõe um dos quatro pilares do Grupo de Trabalho sobre Sustentabilidade Climática e Ambiental, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. Por sua característica transversal, o tema também perpassa outros fóruns de discussão do bloco.
O Oceans20 é coordenado pela Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, sediada na USP, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo) do MCTI, o Fórum Econômico Mundial, o Pacto Global da ONU – Rede Brasil, a Ocean Stewardship Coalition e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).
Participação internacional
A mesa redonda foi mediada por Janice Trotte-Duhá, diretora de Infraestrutura e Operações do Inpo, e contou ainda com o diretor do Centro de Política Marinha do Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI), Kilaparti Ramakrishna.
Casa da Ciência em destaque
A Casa da Ciência do MCTI permanecerá como sede simbólica do ministério até 21 de junho, oferecendo exposições, oficinas, rodas de conversa e atividades interativas voltadas ao público. O espaço tem como foco divulgar pesquisas e soluções para o clima e a sustentabilidade, além de aproximar pesquisadores, gestores públicos e estudantes.
Com a conclusão do debate, os participantes reforçaram a necessidade de transformar as recomendações do Oceans20 em políticas públicas que protejam os ecossistemas marinhos e garantam benefícios sociais e econômicos de longo prazo.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
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