O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), reiterou nesta sexta-feira (14) suas críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em entrevista, o chefe do Executivo estadual parafraseou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro “acabou se transformando no camisa 10 do presidente Lula”, atuando “contra a direita” e, consequentemente, “contra boa parte da população brasileira”.
“Eu vou repetir a frase que o próprio presidente Lula falou: ele [Eduardo Bolsonaro] virou o camisa 10 do Lula. Ao fazer isso, está jogando contra a direita – e isso é muito ruim”, declarou Mendes. O governador acrescentou que Jair Bolsonaro “sabe tudo o que eu fiz por ele” durante o período em que o ex-chefe do Planalto ocupou a Presidência da República.
Críticas anteriores
A tensão entre Mendes e Eduardo ganhou força no início do mês, quando o governador classificou o parlamentar como alguém que “enlouqueceu” e “fala bobagem”. Na ocasião, Mendes recordou o episódio em que o deputado defendeu, nos Estados Unidos, um aumento tarifário aplicado pelo então presidente norte-americano Donald Trump a produtos brasileiros. “Ele fez uma lambança gigante quando defendeu o tarifaço do Trump. Foi um grande equívoco e agora comete outro”, afirmou o governador na época.
Origem do embate
As farpas começaram depois que Mauro Mendes saiu em defesa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alvo de críticas de Eduardo Bolsonaro. A partir daí, o diálogo se tornou mais áspero, com o deputado classificando a postura do mato-grossense como “covardia”.
Anistia aos condenados de 8 de Janeiro
Em resposta, Eduardo cobrou que Mendes abandone o “discurso” e adote a defesa explícita da anistia para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. O governador aceitou o desafio, mas lançou uma condição: o retorno de Eduardo ao Brasil para que ambos liderem a articulação no Congresso Nacional.
“Se você quer vir defender a anistia e quer a minha ajuda, eu ajudo. Venha para o Brasil; vamos andar dez dias no Congresso pedindo voto pela anistia para resolver esse problema seu e de todos os que foram injustamente condenados”, disse Mendes. O governador reiterou ser contra os atos de vandalismo, mas considera “desproporcionais” penas que chegam a 17 anos de prisão.
Próximos passos
Até o momento, Eduardo Bolsonaro não confirmou se aceitará o convite de Mendes para retornar ao país e participar da mobilização em Brasília. Nos bastidores, aliados do governador mato-grossense afirmam que ele manterá a cobrança pública caso o parlamentar permaneça no exterior.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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