O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, anunciou nesta sexta-feira (19) que o recém-inaugurado Hospital Central, em Cuiabá, está autorizado a iniciar, de forma gradativa, procedimentos de transplante de rim, fígado e coração. A implantação seguirá os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, que exige etapa de habilitação, comprovação de capacidade técnica e série histórica de atendimento apropriado.
“Já está previsto em contrato não apenas realizar transplantes, mas também oferecer programas de residência médica nesta unidade”, reforçou Figueiredo durante a solenidade de entrega da estrutura hospitalar.
Captações de órgãos em crescimento
Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) indicam que, desde 1998, foram efetuadas 195 captações de órgãos em Mato Grosso. Desse total, 27 ocorreram apenas entre 2024 e 2025, demonstrando aumento recente na disponibilidade de doações.
Entre 2009 e 2020, os transplantes renais ficaram suspensos no estado por falta de estabelecimento habilitado, embora as captações tenham continuado — em ritmo reduzido — devido a limitações de estrutura operacional. Com a abertura do Hospital Central, a SES espera retomar esse tipo de cirurgia dentro do próprio território mato-grossense.
Fila zerada para córnea
No caso dos transplantes de córnea, o estado totaliza 2.152 captações desde 2000. Mais da metade (1.147) ocorreu a partir de 2019, início da gestão do governador Mauro Mendes. O resultado permitiu zerar a lista de espera.
“Neste momento, pacientes que entram hoje para transplante de córnea realizam o procedimento no mesmo dia. Isso é fila zerada”, comemorou Alexandre da Silva Roque, coordenador técnico do Banco de Olhos de Mato Grosso, que atua há duas décadas na instituição.
Próximos passos
Com a inauguração, o Hospital Central passa a integrar a rede estadual de alta complexidade. Segundo a SES, o cronograma de credenciamento para transplantes será apresentado ao Ministério da Saúde nas próximas semanas. Após a homologação federal, a unidade deverá iniciar os primeiros procedimentos de rim; na sequência, serão incluídos os transplantes de fígado e coração.
As equipes médicas serão formadas por profissionais concursados, especialistas contratados e residentes vinculados aos novos programas de ensino. Não foi divulgado prazo definitivo para o início das cirurgias, mas a secretaria trabalha com a meta de ampliar gradualmente a oferta ao longo de 2026.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de RDNews
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