O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelou nesta quarta-feira, durante sessão no Congresso Nacional, que uma testemunha considerada peça-chave nas investigações foi alvo de ameaças após denunciar o esquema de golpes contra a Previdência.
Sem citar nomes nem detalhar o teor das intimidações, Gaspar classificou o episódio como “grave” e enfatizou a necessidade de proteger quem auxilia os trabalhos da comissão. “Ninguém que contribua para desmontar essa rede de fraudes pode ser silenciado ou colocado em risco”, destacou o parlamentar.
Investigação mira consultorias e escritórios
A CPMI apura suspeitas de um esquema milionário que envolveria consultorias e escritórios especializados em intermediar benefícios previdenciários fraudulentos. O grupo, segundo os parlamentares, usaria documentos falsos, laudos médicos adulterados e outras práticas ilícitas para liberar pagamentos irregulares.
No avanço das investigações, alguns depoentes inicialmente chamados na condição de testemunhas passaram a ser tratados como investigados. A mudança de status ocorreu após a comissão identificar movimentações financeiras consideradas atípicas, como transferências em valores elevados e aquisição de imóveis incompatíveis com a renda declarada.
Pedido de prisão preventiva
Há poucos dias, Alfredo Gaspar solicitou à Justiça a prisão preventiva de um dos depoentes. O suspeito teria ocultado documentos considerados essenciais para a apuração, fato que, segundo o relator, configura tentativa de obstrução das investigações parlamentares.
Outro personagem mencionado publicamente foi o Careca do INSS, que também prestou depoimento. Durante o interrogatório, ele acusou a comissão de “pré-julgamento” e protagonizou um bate-boca com o relator. Mesmo diante do clima tenso, Gaspar reiterou que o colegiado seguirá “até o fim” para responsabilizar todos os envolvidos.
Próximos passos da CPMI
A comissão programou novas oitivas para as próximas semanas. Além de aprofundar a análise de documentos bancários, os parlamentares pretendem ouvir servidores, peritos médicos e representantes de empresas suspeitas de atuar como intermediárias nos golpes.
Gaspar antecipou que o relatório final deverá trazer recomendações para reforçar a proteção de testemunhas, ampliar mecanismos de segurança interna no INSS e endurecer punições para fraudes previdenciárias. O documento será submetido à votação dos membros da CPMI antes de ser encaminhado ao Ministério Público e a outros órgãos de controle.
O colegiado, que reúne deputados e senadores, tem prazo de funcionamento até o fim do ano, podendo ser prorrogado caso haja necessidade. A expectativa dos parlamentares é concluir a investigação com sugestões de mudanças legislativas para fechar brechas exploradas pelo esquema.
Embora ainda não tenha divulgado detalhes sobre o tipo de ameaça sofrida pela testemunha, o relator informou que comunicou o episódio às autoridades competentes e solicitou medidas de proteção imediata. “A colaboração dessas pessoas é fundamental para esclarecer a dimensão do prejuízo aos cofres públicos”, reforçou Gaspar.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de No Centro do Poder
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