O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, fez declarações recentes em um evento público que repercutiram na imprensa local, incentivando a militância de extrema-direita da capital mato-grossense a adotar uma postura combativa e ofensiva nas plataformas digitais. A fala do gestor municipal sugere um acirramento dos confrontos ideológicos no ambiente online, apontando para embates diretos nas redes sociais.
Durante o discurso, Pinheiro expressou desconsideração pela parcela da população cuiabana que se identifica com a esquerda, afirmando “estar se lixando” para esse grupo. Em seguida, ele orientou os apoiadores da direita a provocar ativamente os petistas na internet, sugerindo que o façam “nem que seja por hobby” ou com o objetivo de irritar os adversários políticos.
O prefeito, identificado como político bolsonarista, reiterou um de seus argumentos, mencionando que “se 35% das pessoas de esquerda mandassem alguma coisa, Cuiabá já tinha tido prefeito petista”, minimizando a relevância dos comentários de esquerda na internet. Contudo, alertou a direita sobre a necessidade de “ter vergonha, coragem e se posicionar sem se omitir na rede social”.
Em sua recomendação direta, o político declarou: “Quando entrar em uma publicação e ver um monte de petistas nos atacando, vai lá e o provoque, nem que seja por hobby, só para fazê-lo ficar irritado e gastar a tarde na internet respondendo seu comentário. Vai lá e ‘taca’ o terror”. Essa postura, que se enquadra na formação de um espaço político alternativo no ecossistema digital, tende a intensificar-se e ganhar robustez com a proximidade das eleições de 2026. Comentários militantes são, por definição, falas ativas, engajadas e combativas em defesa de uma causa, partido ou movimento, sempre carregadas de um forte viés ideológico.
A Presença dos Usuários Silenciosos
Em contraponto a esse cenário de polarização ativa, é fundamental reconhecer a existência de uma grande parcela de usuários nas redes sociais que optam por não interagir de forma explícita – ou seja, não comentam, curtem ou postam conteúdo de apoio ou oposição. Esses indivíduos, que preservam sua privacidade e evitam polêmicas, são observadores passivos do ambiente digital.
Conhecidos como “silenciosos”, esse grupo é considerado pela maioria dos especialistas como a maior parte dos usuários, e muitas vezes reflete a célebre frase do filósofo francês Jean-Paul Sartre: “cada palavra tem a sua consequência, cada silêncio também”. Tal comportamento pondera sobre a responsabilidade humana em relação às suas ações e, igualmente, às suas omissões no espaço digital.
Essa postura discreta não implica necessariamente desinteresse nos temas debatidos, mas sim um perfil de consumo de conteúdo mais passivo ou estrategicamente reservado. O silêncio, nesse contexto, pode ser interpretado como uma forma deliberada de posicionamento ou até mesmo de ação, influenciando o ambiente sem a necessidade de engajamento direto.
Diante da iminente intensificação dos embates políticos nas redes sociais e na internet, que inclui o uso da Inteligência Artificial (IA) para diversos fins, surge a reflexão sobre o papel do cidadão digital. Cabe a cada um ponderar entre ser um participante engajado, um observador silencioso ou adotar uma postura mais prudente, entre outras possibilidades de atuação online.
A polarização política, seja no ambiente virtual ou presencial, é marcada pela ausência de consenso e pela disputa incessante de narrativas, culminando na divisão da sociedade em blocos ideológicos opostos e antagônicos. Esse fenômeno não é considerado saudável, pois pode intensificar conflitos sociais, impactar relações familiares e, em casos extremos, colocar em risco a estabilidade democrática.
Uma curiosa contradição na performance política do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, foi notada: em um momento, ele incita a militância a abandonar a passividade nas redes sociais, enquanto em outra ocasião, revela que planeja manter-se neutro na disputa pelo governo de Mato Grosso nas eleições de 2026, que envolverá Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL), partido do próprio prefeito.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Google Notícias
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