Seul (Coreia do Sul) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira, 23, a redução de barreiras sanitárias impostas pela Coreia do Sul à carne bovina e a outros produtos de origem animal do Brasil. No primeiro dia de agenda oficial em Seul, Lula afirmou que o país asiático mantém forte proteção a seus produtores locais e que o agronegócio brasileiro está pronto para abastecer o mercado sul-coreano.
O posicionamento foi apresentado durante o Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, que contou com a presença do ministro sul-coreano do Comércio, Indústria e Energia, Kim Jung-kwan. Ao lado dele, Lula destacou que o Brasil já é um grande exportador de proteína animal e que pode ampliar o fornecimento caso os entraves sanitários sejam derrubados.
“O Brasil é um grande vendedor de carne bovina, de frango, de carne suína e até de ovos. Se os senhores continuarem comprando de Estados Unidos, Austrália ou Nova Zelândia, provavelmente levarão carne brasileira sem saber, porque nossa proteína já está espalhada pelo planeta”, declarou o presidente.
Acordos e agenda bilateral
Além do apelo ao fim do protecionismo, o presidente brasileiro assinou dez acordos com a Coreia do Sul voltados ao comércio e à exploração de minerais críticos. Em encontro com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, foi traçado um plano quadrienal para intensificar a cooperação política, econômica e cultural entre os dois países.
Os entendimentos preveem, ainda, tratativas para aproximar Seul do Mercosul. Lula criticou acordos comerciais “unilaterais”, citando os Estados Unidos, e reforçou a defesa do multilateralismo nas relações internacionais. “Não há justificativa para a volta de políticas protecionistas que dificultem o crescimento econômico de outras nações”, afirmou.
Crescimento do intercâmbio
Segundo dados apresentados pelos dois governos, a corrente de comércio entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões em 2023, com superávit de US$ 174 milhões para o lado brasileiro. A Coreia já investiu cerca de US$ 8,8 bilhões no Brasil desde 2024, concentrados principalmente na indústria de transformação. Samsung, Hyundai e LG figuram entre as empresas que mantêm operações em território brasileiro.
O líder sul-coreano salientou que seu país é o quarto maior investidor asiático no Brasil, com estoque aproximado de US$ 9 bilhões, e vê espaço para aumentar o volume. Ele também destacou alta de 25% no fluxo de turistas brasileiros à Coreia do Sul nos últimos anos, impulsionada pelo intercâmbio cultural.
Novas frentes de cooperação
Lula e Lee identificaram potencial de parceria em segmentos de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial, além dos setores de beleza e audiovisual. O presidente brasileiro mencionou a expansão global de manifestações culturais de ambos os países, citando do funk ao K-Pop, das telenovelas brasileiras aos K-Dramas, e filmes como “Parasita” e “Agente Secreto”.
Diante desse cenário, o governo brasileiro pretende usar a atual missão em Seul para avançar nas negociações sanitárias e abrir caminho à ampliação das exportações agropecuárias. A delegação brasileira seguirá tratando do tema em reuniões técnicas previstas para os próximos dias, buscando destravar o acesso da carne bovina nacional ao mercado sul-coreano.
Da Redação do MatoGrossoAoVivo | Com informações de Conexão Política
- Marcha para Jesus reúne fiéis e espera Flávio Bolsonaro - 20 de junho de 2026
- Governo de MT fecha pacto com Cuiabá e VG para ampliar saúde e educação - 3 de junho de 2026
- Banco Central confirma retirada de dinheiro físico com o avanço do Pix - 24 de maio de 2026
↓ OUÇA AO VIVO - RÁDIO ADRENALINA ↓
↓ BAIXE GRÁTIS O APP NESTE BANNER ↓
Entre no grupo MatoGrossoAoVivo do WhatsApp e receba notícias em tempo real - (CLIQUE AQUI) -







Assine o Canal










Adicionar comentário